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Empresa Maia com casos identificados de legionella inspecionada desde madrugada

| Norte
Porto Canal com Lusa

Lisboa, 14 mar (Lusa) -- Inspetores do Ambiente começaram a fazer desde a madrugada de hoje uma "inspeção extraordinária", que ainda decorria ao fim da tarde, à empresa onde foram identificados casos de 'legionella', informou a Direção-Geral de Saúde (DGS), em comunicado.

No texto, a Direção-Geral de Saúde assegura que "estão a ser tomadas todas as medidas adequadas à situação" e que "os cidadãos residentes no concelho da Maia não necessitam de adotar medidas específicas e adicionais".

A DGS recorda que, no âmbito do Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SINAVE), "desde novembro de 2016 foram notificados dois casos de doença dos legionários em trabalhadores da Empresa Sakthi Portugal, no concelho da Maia".

Acrescentou também que, "para além dos dois casos de doença referidos em trabalhadores da empresa, foram identificados mais seis outros casos de doença dos legionários e que, de acordo com os inquéritos epidemiológicos realizados, não podem ainda ser associados à mesma fonte".

Hoje, o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, disse que o caso está "controlado e mitigado" e indicou que estão a ser tomadas "medidas cautelares".

Também hoje, o presidente do conselho de administração da Sakthi Portugal admitiu a ocorrência, em novembro passado, de um caso de "doença dos legionários" num colaborador da empresa e a deteção em fevereiro daquela bactéria numa torre de refrigeração.

Em declarações aos jornalistas na sequência da revelação, na segunda-feira, por aquela Direção-Geral, de um caso confirmado de "doença dos legionários" numa fábrica na Maia, Jorge Fesch disse que a doença do colaborador - provocada pela bactéria 'legionella pneumophila' -- foi diagnosticada pela equipa médica da empresa em novembro, estando o trabalhador "recuperado".

Segundo adiantou, a última visita de técnicos da DGS "para recolher mais um 'set' de amostras" ocorreu esta madrugada, mas se há resultados das análises efetuados que são "imediatos, extemporâneos e negativos", há "resultados mais completos que obrigam a uma cultura", cujo "'timing' é de dez dias".

"Temos vindo consistentemente a acompanhar o tema de muito perto, não tivemos mais casos e os resultados que temos vindo a obter são sucessivamente negativos", afirmou, assegurando que a empresa vem "mantendo uma relação próxima e direta com a DGS, em total colaboração sobre esta matéria e no rigoroso cumprimento das recomendações que nos façam".

De acordo com o administrador, a atual recomendação da DGS "é do reforço da atenção nos tratamentos [aos reservatórios de água da empresa, já que a doença se contrai por inalação de gotículas de vapor de água contaminada] e de um sucessivo controlo de amostras".

A doença, provocada pela bactéria 'legionella pneumophila', contrai-se por inalação de gotículas de vapor de água contaminada (aerossóis) de dimensões tão pequenas que transportam a bactéria para os pulmões, depositando-a nos alvéolos pulmonares.

Instalada na Maia há 45 anos, a Sakthi Portugal opera na área da fundição de componentes para o setor do automóvel e é detida a 100% pela Sakthi Índia, empregando cerca de 520 trabalhadores tendo uma faturação anual de 35 milhões de euros.

RN (AYMN/EA/IMA/CCM) // ARA

Lusa/Fim

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