Utilizadores do Terminal Intermodal de Campanhã queixam-se de falta de sinalização e acessos difíceis

Utilizadores do Terminal Intermodal de Campanhã queixam-se de falta de sinalização e acessos difíceis
Porto. / DR
| Porto
Porto Canal

As obras da passagem inferior entre o Terminal Intermodal de Campanhã (TIC), as estações de metro e comboio da CP e o terminal da STCP terminaram esta segunda-feira, mais de um ano depois da abertura daquela estrutura. Os utilizadores diários do terminal criticam a falta de sinalização e os acessos difíceis, principalmente para os mais idosos e pessoas com mobilidade reduzida.

 
 
 
Ver esta publicação no Instagram
 
 
 

Uma publicação partilhada por Porto Canal (@porto.canal)

A passagem pedonal inferior permite agora a interligação entre o edifício do terminal e os serviços de comboios e de metro ligeiro. Antes da sua existência, os utilizadores tinham de fazer um percurso de quase dez minutos para se deslocarem do terminal do autocarro até ao metro. Agora, apesar do tempo do percurso ser muito mais reduzido, os portuenses queixam-se da falta de uma rampa rolante, quer para os mais idosos quer para os utilizadores que cheguem atrasados ou com um número elevado de malas.

José Rocha, utilizador diário do TIC, afirma que utilizar o terminal pode ser um bicho de sete cabeças para quem não conhece. "Está um bocado confuso. Para o português torna-se confuso, para o estrangeiro ainda mais confuso é".

Débora Santos, de 21 anos, utiliza o terminal para se deslocar diariamente para o trabalho. A jovem acha que à noite, altura que mais utiliza o terminal, a passagem pedonal é um pouco "assustadora e escura". Afirma ainda que "para os idosos é um bocado complicado porque não tem rampas (rolantes)".

A obra esteve a cargo da empresa municipal GO (Gestão e Obras) Porto e, segundo a autarquia, teve um investimento municipal de quase um milhão de euros (aproximadamente 940 mil euros).

Inicialmente, a obra da passagem inferior, que se iniciou em dezembro de 2021, tinha a duração prevista de oito meses, mas acabou por durar 18 meses. O Terminal Intermodal de Campanhã foi inaugurado em julho de 2022 e serviu mais de cinco milhões de passageiros num ano.

+ notícias: Porto

O antigo quarteirão da Casa Forte mudou com o Porto

O antigo quarteirão da Casa Forte, no coração do Porto, ganhou o nome da loja da esquina voltada ao Mercado do Bolhão. A emblemática empresa da cidade viria a encerrar em 2004, paradoxalmente o ano da criação da Porto Vivo, Sociedade de Reabilitação Urbana, que lançou as bases da nova vida do quarteirão. Entre projetos, demolições e mudança de promotores imobiliários, só ao fim de quase 20 anos é que o espaço da cidade vai voltar a receber moradores. Numa viagem pela história, que resposta dá à cidade o novo Quarteirão da extinta Casa Forte?

“A ‘cidade-negócio’ vai-se descaracterizando completamente perdendo interesse até para turistas”

A histórica Mercearia do Bolhão, aberta no Porto desde 1880, vai encerrar portas a 30 de abril para dar lugar a uma loja da multinacional Ale-Hop, como avançou o Porto Canal na manhã desta sexta-feira. À esquerda, os vereadores da oposição da Câmara do Porto lamentam que a cidade se vá ‘descaracterizando’.

Neonia: o novo museu interativo e néon que ilumina a história do Porto

Sabia que em 1917, dois acrobatas subiram à Torre dos Clérigos sem qualquer equipamento de proteção para promover uma marca de bolachas? Apesar de já ter passado mais de um século, este é um entre os tantos acontecimentos lembrados no novo museu que abriu portas este sábado no coração do Porto. “O Neonia é uma pura homenagem à cidade”, sublinha um dos responsáveis.