O Mestre partiu há 39 anos

O Mestre partiu há 39 anos
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Porto Canal

7 de janeiro é um dos dias que mais marcou a história portista. Em 1985, após largos meses de luta contra uma doença oncológica, José Maria Pedroto falecia com apenas 56 anos.

 
 
 
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A ligação ao FC Porto começou quando o jovem de Lamego se mudou para perto do Campo da Constituição, onde começou a crescer a paixão pelo emblema azul e branco.

Como jogador, iniciou o percurso nas camadas jovens do Leixões. Passou pelo Lusitano de Vila Real de Santo António enquanto cumpriu serviço militar no Algarve e mudou-se para o Restelo quando arranjou emprego no Ministério da Marinha.

O FC Porto resgatou o internacional português no verão de 1952, quando pagou 485 contos ao Belenenses pelo médio. Com Pedroto em campo, o clube quebrou um jejum de 16 anos sem vencer o título e conseguiu a primeira dobradinha do palmarés azul e branco.

Pedroto ainda viria a conquistar outro campeonato (e outra Taça) antes de pendurar as botas e de iniciar a carreira de treinador.

Começou nas camadas jovens da Seleção Nacional, onde levou a equipa à vitória no Europeu de juniores. Seguiu para a Académica de Coimbra. Em 1966, depois de passagens em Matosinhos e Póvoa, cumpriu o sonho de uma vida: treinar o FC Porto.

Em 1968 ergueu o primeiro troféu no banco portista, tendo saído em 1969 rumo ao Vitória de Setúbal. Passou ainda pelo Boavista, antes de regressar a casa em 1976. Na segunda passagem pelas Antas tornou-se o primeiro (e até hoje único) treinador a vencer a Taça de Portugal em três edições seguidas.

Na época seguinte pôs fim à espera de 19 anos e, em 1979, o FC Porto sagrou-se bicampeão quase quatro décadas depois.

José Maria Pedroto e Jorge Nuno Pinto da Costa saíram durante o Verão Quente, em 1980. o treinador rumou ao Vitória de Guimarães e só regressou quando o antigo diretor do futebol venceu as eleições presidenciais.

Juntos, numa sintonia única, lideraram a grande revolução no futebol português e estabeleceram as bases de um clube de projeção internacional, mas orgulhosamente regional.

39 anos depois de morrer, Pedroto continua vivo na memória e no espírito de um povo que se revê no seu Mestre.

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