Rede UNIR. “Temos que garantir que a cidade não se transforma num apeadeiro constante”

Rede UNIR. “Temos que garantir que a cidade não se transforma num apeadeiro constante”
Foto: Ana Torres | Porto Canal
| Porto
Ana Francisca Gomes

A “falta de planeamento e organização” da nova rede de autocarros da Área Metropolitana do Porto - a UNIR - não preocupa apenas o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, que distribuiu durante a reunião de executivo desta segunda-feira aos vereadores eleitos uma nota crítica sobre o arranque desta nova linha. As dúvidas e preocupações são também partilhadas pelos partidos da oposição, que não querem que a cidade se transforme num “caos” e num “apeadeiro constante”.

No centro da polémica está o mapa da rede da nova entidade, gerida pela Área Metropolitana, apresentado a 17 de novembro, que fixa locais de paragem e transbordo de passageiros na cidade do Porto em locais considerados não autorizados pela Câmara.

“Temos que garantir que não se transforma a cidade num caos e num apeadeiro constante”, alertou Alberto Machado.

Para o eleito pelo PSD, a autarquia deve “encontrar todas as vias” necessárias para que as empresas que ganharam os concursos de concessão percebam que só podem parar os autocarros nos terminais criados para o efeito.

A nova rede de autocarros UNIR vai operar a partir de 1 de dezembro em todos os Municípios da Área Metropolitana exceto no Porto, uma vez que os STCP detêm a exclusividade da operação no interior da cidade. Na cidade do Porto, os autocarros UNIR poderão circular mas só terão permissão para operar nos terminais ou interfaces definidos pelo município: Terminal de Campanhã, Polo Intermodal da Asprela - Hospital de São João, Terminal Parque das Camélias e Terminal do Bom Sucesso/Casa da Música.

Porém, no mapa das novas linhas de autocarro, disponível no sítio oficial da UNIR, lançado na passada sexta-feira, são apresentadas zonas de transbordo de passageiros fora dos terminais, como é o caso da rua Duque de Loulé, nas imediações do Parque das Camélias.

Ilda Figueiredo, eleita pela CDU, frisou que deve ser “muito claro” que é a STCP quem opera na cidade. “Qualquer outra empresa não deve aqui poder fazer da cidade um local de exploração do transporte coletivo”.

“É evidente que se aquilo for concretizado como está seria o caos na cidade”, alertou o bloquista Sérgio Aires.

Para o vereador é necessário “haver consenso para não haver mais chatices”, referindo que o Porto já se encontra num momento complicado devido ao trânsito. “Ainda termos agora os autocarros a entrar na cidade quando e por onde querem …”, atirou.

Já Tiago Barbosa Ribeiro, do Partido Socialista, lembrou também que a STCP detém o exclusivo de operação na cidade e que, por isso, “todo o trabalho de ligação com as redes intermodais com outro tipo de operadores tem que ser feito tendo em vista o exclusivo, e qualquer operação externa tem que ser feita à escala metropolitana tendo em conta o diálogo”.

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