Papa diz que diversidade é indispensável mas deve concorrer para resultado comum

Papa diz que diversidade é indispensável mas deve concorrer para resultado comum
Foto: Ricardo Perna | Agência Ecclesia
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Porto Canal / Agências

O Papa Francisco disse este sábado que o Colégio Cardinalício é chamado a assemelhar-se a uma orquestra sinfónica, onde a diversidade é indispensável, mas deve concorrer para um resultado comum.

“A diversidade é necessária, é indispensável, mas cada som deve concorrer para o resultado comum. E, para isso, é fundamental a escuta mútua, cada músico deve ouvir os outros”, afirmou Francisco, na Praça de São Pedro, na Cidade do Vaticano, durante o consistório de criação de novos cardeais, incluindo o português Américo Aguiar, futuro bispo da Diocese de Setúbal.

Recorrendo à imagem da orquestra, que “representa a dimensão sinfónica e a sinodalidade da Igreja”, o tema da Assembleia do Sínodo que começa na próxima quarta-feira, o líder da Igreja Católica sustentou que esta metáfora “pode muito bem iluminar o caráter sinodal da Igreja”.

“Uma sinfonia vive da sábia composição dos timbres dos diversos instrumentos, cada um dá o seu contributo, ora sozinho, ora combinado com outro, ora com todo o conjunto”, referiu.

Depois o Papa salientou que “se alguém [se] ouvisse apenas a si mesmo, por mais sublime que possa ser o seu som, não seria de proveito à sinfonia”, além de que “o mesmo aconteceria por parte da orquestra não ouvisse as outras, mas tocasse como se estivesse sozinha, como se fosse o todo”.

Quanto ao diretor da orquestra, “está ao serviço desta espécie de milagre que é sempre a execução de uma sinfonia”, pelo que “deve ouvir mais do que todos os outros”.

Segundo Francisco, “ao mesmo tempo, a sua tarefa é ajudar cada um e a orquestra inteira a desenvolver ao máximo a fidelidade criativa, a fidelidade à obra que se está a executar, mas criativa, capaz de dar uma alma àquela partitura, de fazê-la ressoar de forma única, aqui e agora”.

“Faz-nos bem espelhar-nos na imagem da orquestra, para aprendermos cada vez melhor a ser Igreja sinfónica e sinodal”, adiantou, propondo-a de modo particular aos membros do Colégio Cardinalício, aos quais pediu que sejam “evangelizados e evangelizadores, não funcionários”.

Na celebração, para a criação de 21 cardeais (18 dos quais eleitores num futuro conclave), o Papa referiu-se aos novos membros do Colégio Cardinalício que vieram de “diversas partes do mundo”, para sublinhar que “o mesmo Espírito que fecundou a evangelização dos vossos povos, agora renova em vós a vossa vocação e missão na Igreja e para a Igreja”.

Este é o nono consistório para a criação de cardeais de Francisco, cujo pontificado começou em março de 2013, após a resignação do Papa Bento XVI (1927-2022).

No seu pontificado, Francisco já nomeou outros três portugueses como cardeais: Manuel Clemente (patriarca emérito de Lisboa), António Marto (bispo emérito da Diocese de Leiria-Fátima) e Tolentino Mendonça (prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação).

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