“Não há nenhum segredo”. Metro ainda aguarda conclusões do estudo do LNEC seis meses depois das cheias

| Porto
Henrique Ferreira

Seis meses depois das cheias que assolaram a cidade do Porto no início deste ano ainda não são conhecidas as conclusões do estudo encomendado pela Metro do Porto ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).

A Metro diz que está a aguardar pelo estudo, que “não há nenhum segredo” e que o atraso se prende com os “milhares de dados e informações” que estão a ser analisados pelo LNEC.

“O LNEC não se limitou a estudar aquela solução. O LNEC olhou para a bacia hidrográfica completa, porque só isso é que faz sentido para percebermos a infraestrutura que estamos a construir”, afirmava Tiago Braga, presidente da Metro do Porto, a 22 de junho de 2023, aquando de uma visita ao novo viaduto de Santo Ovídio.

Contactada pelo Porto Canal a Metro do Porto remete a posição atual da empresa para essas declarações do responsável da instituição.

Já o LNEC responde a dizer que “os estudos em curso são por regra reservados, cabendo apenas às entidades requisitantes pronunciar-se sobre eles.”

Compra do Bairro dos Moinhos em avaliação

Uma das zonas mais afetadas pelas cheias de janeiro foi o Bairro dos Moinhos, nas Fontaínhas. As casas, com fracas condições, ficaram inundadas e em muitos casos a água chegou ao teto. O estado de conservação da ilha é há já muito tempo uma preocupação para moradores e para as autoridades.

Porto Canal

Bairro dos Moinhos, nas Fontaínhas, foi uma das zonas mais afetadas

Logo após as inundações, a Câmara Municipal do Porto mostrou interesse em comprar as habitações e realojar os moradores. Agora, em resposta ao Porto Canal, fonte oficial da autarquia, explica “o processo de aquisição do Bairro dos Moinhos encontra-se a tramitar, mais especificamente em fase de avaliação.”

“O Município do Porto só definirá o uso a dar ao bairro após a concretização da aquisição e mediante avaliação prévia. Frisa-se, no entanto, que já foram estabelecidos diversos contactos com os proprietários”, pode ler-se também no comunicado enviado pelo município.

Só três comerciantes pediram apoios do Estado

No caso dos apoios aos comerciantes afetados, sobretudo os da Rua das Flores, junto à estação de comboios de S. Bento, a Câmara Municipal do Porto diz que a “CCDR-N recebeu 3 candidaturas” para o Sistema de Apoio à Reposição das Capacidades Produtivas e Competitividade.

O município explica ainda que “do ponto de vista do fluxo financeiro não é possível o ressarcimento dos negócios afetados sem que se conclua o referido período de audiência prévia, se profira decisão final e se assine o termo de aceitação”.

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