Antigo Matadouro renasce em 2024 como centro empresarial

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Porto Canal

Obras no antigo Matadouro, em Campanhã, levam um ano. O balanço é positivo, agora é tempo de iniciar as intervenções a fundo, com vista à abertura em outubro de 2024.

A 27 de maio de 2021, máquinas da Mota-Engil, empresa que ganhou o concurso para a reconversão e exploração, entraram no antigo Matadouro e iniciaram os trabalhos de demolição dos elementos em estado de degradação.

Um ano depois, as demolições estão concluídas e segue-se nova fase nas obras. "Estamos prestes a arrancar com a obra mais a fundo. A finalizar o processo de seleção dos materiais, dentro de uma a duas semanas vamos entrar com toda a força na obra. Objetivo é estarmos a abrir em outubro de 2024", disse ao Porto Canal Sílvia Mota, chairman da Emerge – Mota-Engil Real Estate Developers.

A empresa realizou, no passado domingo, uma visita técnica à obra, com a presença do japonês Kengo Kuma, arquiteto responsável pela transformação do Matadouro e autor do projeto do Estado Olímpico de Tóquio. Kuma esteve a determinar os acabamentos para se arrancar a nova fase da obra.

Quanto ao que já foi feito, Sílvia Mota diz que "foi um processo relativamente simples, sem nada que não estivéssemos à espera. Rápido e sem qualquer impedimento para o desenvolvimento da obra."

Pedro Baganha, vereador do Urbanismo da Câmara Municipal do Porto, também marcou presença na visita e classificou este projeto como "uma peça fundamental na estratégia para Campanhã".

Agradado com a evolução da obra, o também arquiteto fala de “uma peça de arquitetura notável, que muito orgulhará a cidade do Porto e a região”.

O projeto consiste num edifício para acolher empresas, mas também reservas de arte, museus, auditórios, restauração e projetos de coesão social. “Da área total, 60% será para negócios e vamos reservar 40% para nós. O que queremos fazer ali? Em primeiro lugar, arte pública, a Galeria Municipal”, explicou Rui Moreira, em junho, fórum internacional Urban Future 22, em Helsingborg, na Suécia.

O autarca do Porto fala, ainda, de um dos principais pontos chave do empreendimento: "Aqui vai nascer a Rua do Porto, onde a população poderá facilmente aceder aos meios de transporte do Terminal do Dragão, através de uma ponte, ou circular por projetos de cariz empresarial, social, cultural, galerias de arte e ateliers de artes e ofícios tradicionais", completou.

Nas próximas semanas vão ter início as construções das estruturas nas traseiras do empreendimento, bem como a requalificação da parte da frente.

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