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Covid-19: Mais de 7.000 casos em 50 países de África

| Mundo
Porto Canal com Lusa

Redação, 03 abr 2020 (Lusa) -- A pandemia de Covid-19 afeta já 50 dos 55 países e territórios africanos com mais de 7.000 infeções e 280 mortes, depois de o Maláui ter anunciado, na sexta-feira, os primeiros três casos da doença.

Segundo o boletim de hoje do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), desde o início da pandemia foram notificadas 284 mortes e 7.028 casos no continente africano.

O África CDC registou também mais de 560 doentes recuperados após a infeção.

O Maláui anunciou, na noite de sexta-feira, os primeiros três casos positivos de infeção pelo novo coronavírus, entrando para a longa lista de países africanos afetados pela pandemia.

No total, 50 dos 55 países e territórios membros da União Africana apresentam agora casos comprovados da doença.

O norte de África mantém-se como a região mais afetada com 3.030 casos, 200 mortes e 314 doentes recuperados.

Na África Austral, são 1.558 os casos registados da doença, que já provocou 10 mortes, tendo 48 doentes recuperado da infeção.

Na África Ocidental, há registo de 1.303 infeções, 37 mortes e 164 doentes recuperados.

Até ao momento, não foram anunciados quaisquer casos em São Tomé e Príncipe, Sudão do Sul, Comores, República Sarauí e Lesoto.

Assim, São Tomé e Príncipe é o único país lusófono sem qualquer caso confirmado.

Angola regista oito casos de infeção, dos quais resultaram duas mortes, Moçambique 10 casos e a Guiné-Bissau nove.

Cabo Verde totaliza seis casos de infeção desde o início da pandemia, entre os quais um morto.

Na Guiné Equatorial, que integra a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, estão confirmados 15 casos positivos de infeção pelo novo coronavírus.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 51 mil.

Dos casos de infeção, cerca de 190.000 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

 

CFF // PJA

Lusa/Fim

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