PSP vai pagar cerca de 18 mil euros de renda mensal pela esquadra no Matadouro

PSP vai pagar cerca de 18 mil euros de renda mensal pela esquadra no Matadouro
Foto: Porto Canal
| Porto
Pedro Benjamim

A Câmara do Porto vai cobrar uma renda mensal de 17.702,30 euros à Polícia de Segurança Pública (PSP) pela ocupação do edifício que irá ser ocupado pela 4ª esquadra no complexo do antigo Matadouro de Campanhã, de acordo com a minuta do contrato promessa de arrendamento, divulgada esta quinta-feira. São menos 931,70 euros que o inicialmente pedido pela autarquia.

De acordo com o Relatório de Avaliação ao edifício realizado pela PSP, a Câmara do Porto pediu inicialmente uma renda mensal de 18.634 euros, um valor considerado “ajustado” pela força de segurança, no entanto, “atendendo que na minuta do contrato de arrendamento, refere-se que são da responsabilidade da PSP as demais obras de conservação e manutenção do espaço, ao longo de todo o período da vigência do contrato, considera-se que ao valor do arrendamento deverão ser subtraídos esses encargos, que noutras ocasiões têm sido calculados no valor de 5% sobre o valor da renda, pelo que se propõe o ajustamento do arrendamento para os 17.702 euros”, pode ler-se.

O contrato promessa, que será votado em reunião do Executivo Municipal na próxima segunda-feira, define que o contrato de arrendamento tem uma duração de 30 anos, que “poderá ser renovado por períodos de 5 anos, mediante acordo entre as partes, podendo haver lugar a revisão das condições contratuais”.

O edifício que “tem uma área bruta privativa de 1331 m2”, será entregue dotado de “todas as infraestruturas elétricas, telecomunicações, AVAC e hidráulicas, excluindo-se todos os equipamentos, mobiliário, materiais e consumíveis que sejam necessários para o respetivo exercício da atividade”, refere o documento.

O “Edifício K”, como é designado, vai sofrer uma intervenção de preparação, a realizar pela autarquia, para que esteja apto a receber a PSP, depois de terminada a empreitada a cargo da Emerge, empresa promotora do projeto. “Num primeiro tempo a obra é concluída no que diz respeito aos toscos por parte do empreiteiro e depois entramos nós com a nossa obra de fit-out, que decorrerá ao longo de 2026”, explicava o vereador do Urbanismo e Espaço Público, Pedro Baganha, ao Porto Canal em maio deste ano.

O novo Matadouro de Campanhã

O projeto de reconversão do promotor imobiliário Emerge, do grupo Mota-Engil, consiste num conjunto de edifícios para acolher empresas, mas também reservas de arte, museus, auditórios, restauração e projetos de coesão social. Dos cerca de 26 mil metros quadrados, a reconversão prevê a utilização de cerca de 20.500 metros quadrados. Destes, 12.500 metros destinam-se a espaço empresarial, a ser explorados pela Mota-Engil, e o restante a espaços a serem explorados pelo município.

O investimento de mais de 40 milhões de euros será integralmente assegurado pela Mota-Engil e no final dos 30 anos da concessão, o equipamento regressa à esfera municipal.

O M-ODU, nome com que foi batizado o novo Matadouro, deverá estar concluído no final de 2025.

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