Chega do Porto pede mais fiscalização a “instalações precárias” onde vivem imigrantes

Chega do Porto pede mais fiscalização a “instalações precárias” onde vivem imigrantes
Foto: João Cunha | Porto.
| Porto
Porto Canal/Agências

O vereador do Chega na Câmara do Porto defendeu ser necessário mais ações de fiscalização por toda a cidade a “instalações precárias” anexas a “lojas de fachada” destinadas a habitação de imigrantes.

Miguel Corte-Real falava a propósito da selagem, feita na quarta-feira pela Polícia Municipal do Porto, de um alojamento ilegal de dois pisos que terá albergado ilegalmente cerca de 50 imigrantes, numa ação relacionada com questões de “dignidade humana”, segundo o presidente da autarquia, Pedro Duarte.

Em comunicado, o vereador anunciou o seu apoio à ação, apesar de não conhecer “os contornos exatos” em que se desencadeou.

“O simples facto de, finalmente, haver um impulso político para que as autoridades comecem a pôr cobro a situações aparentemente ligadas a redes de imigração ilegal é, por si só, positivo”, classificou.

Para Miguel Corte-Real, é necessário proceder a “muito mais” operações desta natureza para que estas sejam eficazes.

“É preciso que se perceba qual o destino que vão ter estas pessoas, qual o seu encaminhamento em caso de se verificar que são cidadãos a residir ilegalmente em Portugal e é preciso que a ação seja sistemática e continue em todas as zonas da cidade, nomeadamente no Bonfim”, acrescentou.

Durante a campanha eleitoral para as eleições autárquicas de outubro, o então cabeça de lista do Chega à Câmara do Porto defendeu, junto ao edifício da Junta de Freguesia do Bonfim, que estes órgãos autárquicos pudessem limitar atestados de residência nos seus territórios, argumentando que tal medida evitaria a sobrelotação de casas, "máfia e tráfico humano".

Na quarta-feira, durante a selagem do prédio na Rua dos Clérigos, o presidente da autarquia disse que “provavelmente muitos [dos imigrantes que lá viviam] foram avisados sobre a operação de fiscalização e selagem, logo saíram antes de qualquer contacto”, mas garantiu ter disponibilizado os serviços sociais da autarquia para o que se revelar necessário e possível.

Sobre quem estaria a explorar o espaço, entre outros pormenores, o autarca remeteu para a investigação policial que está em curso.

Fonte do Núcleo de Estrangeiros e Controlo Fronteiriço do Comando Metropolitano da PSP do Porto avançou que, em cerca de dois pisos, estavam montados 19 quartos e cada um deles albergaria duas pessoas.

Por cada cama, cada imigrante pagaria 250 euros por mês, estimando-se que por ali tenham passado cerca de 50 imigrantes de nacionalidade nepalesa, bangladesh e indiana.

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