Diretor-executivo do SNS apresenta demissão

Diretor-executivo do SNS apresenta demissão
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Porto Canal

A direção-executiva do Serviço Nacional da Saúde (SNS), liderada por Fernando Araújo, apresentou, na tarde desta terça-feira, a demissão. 

“Respeitando o princípio da lealdade institucional, irei apresentar à senhora Ministra da Saúde, em conjunto com a equipa que dirijo, o pedido de demissão do cargo de diretor-executivo do Serviço Nacional de Saúde”, adiantou o dirigente num comunicado a que o Porto Canal teve acesso. 

Na missiva é possível ler que “esta difícil decisão permitirá que a nova tutela possa executar as políticas e as medidas que considere necessárias, com a celeridade exigida, evitando que a atual DE-SNS possa ser considerada um obstáculo à sua concretização”.

"Saímos com a noção de que não fizemos tudo o que tinha sido planeado e que cometemos seguramente erros, mas o tempo foi sempre curto para executar uma reforma desta dimensão", assegura Fernando Araújo. 

Objetivo era levar a "fórmula do Porto" a todo o país

“Uma personalidade bem conhecida de todos os portugueses e um profissional de méritos conhecidos”. Foi assim que o ministro da Saúde, Manuel Pizarro, apresentou, há mais de um ano e meio, o responsável pela recém-criada Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde. Fernando Araújo foi nomeado a 23 de setembro de 2022 para “melhorar a articulação entre o Governo e as instituições de saúde”.

Fernando Araújo era, desde abril de 2019, presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Universitário de São João, no Porto. Foi também secretário de Estado Adjunto da Saúde, cargo que deixou em 2018, após uma remodelação governamental no executivo de António Costa, que ditou a saída do então ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes.

 
 
 
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Quando se começou a falar na criação da Direção Executiva do SNS, ainda com Marta Temido na pasta da saúde, o médico do Porto foi automaticamente apontado como um dos nomes possíveis para ficar à frente da estrutura. O convite terá sido formalizado pouco depois pelo primeiro-ministro que, à data admitia que o país tinha muito a aprender com o Norte na gestão dos hospitais e das unidades de saúde.

Recorde-se que o Hospital de São João apresentou em 2020 resultados muito superiores a outros hospitais do país em eficiência. Os bons resultados, aliados à menor despesa, levou a que fosse distinguido como o hospital mais eficiente dentro dos hospitais universitários, o que quer dizer que é o que gasta menos por cada doente tratado. Um cenário que contribuiu para que Fernando Araújo fosse conduzido ao cargo que agora abandona. 

"Exerci estas funções com imensa honra e um sentimento de dever público, e irei agora, de forma tranquila, voltar à atividade assistencial, de docente e de investigação, como médico do SNS e professor universitário", remata Fernando Araújo. 

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