Há exemplos lá fora do que pode vir a ser o Ramal da Alfândega no Porto

Há exemplos lá fora do que pode vir a ser o Ramal da Alfândega no Porto
| Porto
João Nogueira

A vista para o Rio Douro, os 1320 metros em túnel e a ligação direta e mais rápida entre a Alfândega e o terminal de Campanhã, no Porto, continuam a não ser aspetos suficientes para a valorização daquele canal que, 35 anos após ter sido desativado, continua ao abandono. A reativação do ramal não é um tema de hoje, nem único. Em outros países, há vários exemplos de canais reconvertidos para uma mobilidade mais sustentável ou meios de transporte mais leves. Alguns deles servem de exemplo para o que pode vir a ser o futuro canal portuense.

O Ramal da Alfândega representou uma extrema importância para a cidade e o comércio durante os séculos XIX e o século XX. O túnel de 1320 metros, que continua atualmente totalmente conservado, serviu durante tempos de trajeto para as mercadorias que chegavam de barco à alfândega e que depois eram transportadas de comboio para o resto do país, a partir de Campanhã.

Mas com o passar do tempo, o canal perdeu força, principalmente com a abertura do Porto de Leixões, que acabou por ser, até aos dias de hoje, a principal porta de entrada e saída de mercadorias para a cidade.

Em 1989, o ramal foi desativado oficialmente, e 35 anos depois, mantém-se um diálogo do que vai acontecer ao trajeto. Ciclovias, comboio ou meios de transporte mais leves foram algumas das ideias que foram sendo discutidas ao longo dos anos.

Mais recentemente, a Câmara do Porto adiantou que o canal iria dar lugar a um serviço de transporte público, entre eles um elétrico contemporâneo ou metrobus. A STCP Serviços está a estudar o veículo mais indicado para nascer na ligação de 3,7 quilómetros, 1,3 deles em túnel.

No exterior, também foi sendo normal ao longo do tempo a reativação de caminhos de ferro antigos. Alguns deles servem de exemplo ao modelo que pode nascer
no Porto.

Um dos exemplos mais famosos e talvez o mais conhecido é o High Lane, em Nova Iorque. Após décadas de abandono, o troço por onde percorreram comboios durante décadas, deu lugar a um parque verde suspenso.

O projeto revitalizou a área e é conhecido como um dos principais exemplos de renovação urbana.

O maior ‘ciclo túnel’ de bicicletas do mundo situa-se em San Sebastian, em Espanha, e poucos sabem que era um túnel ferroviário. A ciclovia faz ligação entre dois bairros que antigamente eram inacessíveis aos ciclistas.

Em Itália, na atual Ciclopedonale Maremonti também existia uma ferrovia que ligava várias cidades costeiras italianas. Entretanto, a linha acabou por ser encerrada e é uma das principais rotas de bicicleta e pedestres com uma extensão de 20 quilómetros.

No Reino Unido, o cenário é idêntico no Parque Nacional Peak District. O Monsal Trail é uma rota para ciclistas e pedestres e nasceu sob a antiga linha ferroviária Midland. Na Finlândia, poucos conhecem a rota Baana, onde milhares de pessoas caminham e circulam de bicicleta.

Este último troço localizado na cidade de Helsínquia é também muito utilizado pelos turistas se moverem pela cidade e a conhecerem.

 

 
 
 
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