Fernando Araújo negoceia condições: estrutura dirigente do SNS pode ficar no Porto

Fernando Araújo negoceia condições: estrutura dirigente do SNS pode ficar no Porto
| País
Porto Canal

O atual presidente do Hospital de São João ainda não aceitou o convite do primeiro-ministro para liderar a nova estrutura do Serviço Nacional de Saúde. Segundo apurou o Porto Canal junto de fonte próxima do Ministério da Saúde, Fernando Araújo tem o ‘sim’ preso por “condições”, sendo a mais importante a vontade expressa de que o núcleo duro da direção do SNS trabalhe a partir da cidade do Porto.

Para já, nada é oficial. O Ministério da Saúde recusa comentar diretamente a escolha de Fernando Araújo para diretor-executivo do Serviço Nacional de Saúde, o gabinete do primeiro-ministro está “indisponível” para declarações oficiais, e o próprio Hospital de São João mostra-se intransigente: não há “qualquer comentário nesta fase”.

Mas a notícia da nomeação do médico do Porto tem sido confirmada um pouco por todo o lado. Primeiro foi o Expresso, na manhã de terça-feira, a anunciar a despedida de Fernando Araújo do cargo de presidente do Conselho de Administração de Centro Hospitalar de São João, ao mesmo tempo que abandonava o espaço de opinião semanal que mantinha no Jornal de Notícias. Depois, foi a SIC Notícias a adiantar que a escolha veio da parte do próprio António Costa. Durante a tarde, o Porto Canal confirmou que o convite chegou mesmo a Fernando Araújo, mas o médico ainda não aceitou a proposta.

Porto Canal

O compasso de espera existe, porque a notícia da nomeação de Araújo furou o código de silêncio imposto pelo Governo. António Costa já tinha referido, no início da semana, que o cargo de diretor-executivo ainda não existia oficialmente, e que era preciso esperar por Marcelo Rebelo de Sousa: “O diploma está em Belém para o senhor Presidente da República apreciar. O senhor Presidente da República pode vetá-lo, pode pedir a fiscalização da constitucionalidade ou pode promulgá-lo. Quando o senhor Presidente promulgar o diploma — assim espero que aconteça — nós designaremos o ou a diretora executiva do SNS”.

A notícia dada pelo Expresso mereceu, numa primeira fase, a negação efusiva por parte dos membros do Governo. Ao Porto Canal, o ministro da Saúde falou mesmo de uma “extrapolação abusiva” e que Fernando Araújo não ia ser diretor-executivo “só porque vai deixar de escrever para o JN”. Neste momento, a escolha do presidente do São João é já uma evidência.

Por parte de Marcelo Rebelo de Sousa, ainda não existe data para a aprovação do estatuto do SNS. Neste domingo numa visita à Feira do Livro, em Lisboa, o Presidente da República dizia que o diploma estava no “bom caminho”, e que haveria uma decisão “até ao fim da semana”.

 

+ notícias: País

Reunião para redução de custos da JMJ acontece esta quinta-feira. Igreja, Governo e Câmara de Lisboa sentados à mesa

A prometida reunião entre os responsáveis da Igreja, a Câmara Municipal de Lisboa e o Governo para decidir se é possível reduzir o valor das obras para as Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ) irá acontecer esta quinta-feira. A confirmação foi dada pelo bispo auxiliar de Lisboa D. Américo Aguiar que garante que vai pedir aos técnicos que “cortem tudo o que não é essencial para a segurança e para corresponder àquilo que é necessário”.

PR espera "bom senso" das entidades responsáveis pela JMJ e avisa professores que simpatia da opinião pública pode virar-se contra eles

O Presidente da República afirmou esperar que as entidades responsáveis pela Jornada Mundial de Juventude (JMJ) encontrem uma solução "de bom senso" que concilie "o sucesso dessa jornada" com a atual situação de crise e guerra. Alertou ainda que "há um momento em que a simpatia que de facto há na opinião pública em relação à causa dos professores pode virar-se contra eles".

Escolas devem garantir serviços mínimos a partir desta quarta-feira

As escolas têm de assegurar, a partir desta quarta-feira, serviços mínimos devido à greve por tempo indeterminado dos profissionais da educação, de acordo com uma decisão que, não sendo totalmente inédita no setor, deixou muitas dúvidas aos diretores.