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Covid-19: Ministra da Saúde justifica taxa de letalidade com estrutura demográfica da população

| País
Porto Canal com Lusa

Lisboa, 05 abr 2020 (Lusa) -- A ministra da Saúde apontou hoje como causas prováveis para a taxa de 2,6% de letalidade da doença covid-19 em Portugal a estrutura demográfica da população afetada, sobretudo idosos.

"As taxas de letalidade para esta doença refletem um conjunto de aspetos, não só o desempenho do sistema de saúde, mas também o que é a estrutura demográfica da população afetada", disse aos jornalistas Marta Temido, quando questionada sobre os valores da taxa de letalidade em Portugal serem superiores à média mundial.

Na conferência de imprensa diária na Direção-Geral da Saúde (DGS), a ministra da Saúde afirmou que a taxa de letalidade em Portugal é hoje é de 2,6%, mas há um conjunto de países no espaço europeu com taxas "bastantes superiores", como Itália (12,3%), Reino Unido (10,3%) e Espanha (9,5%).

No entanto, acrescentou, existem outras, como a Alemanha ou Áustria, com taxas de letalidade de que Portugal gostaria de se aproximar.

"A estrutura demográfica da população, os hábitos de convívio, os hábitos sociais, a existência de estruturas residenciais de apoio para idosos 'versus' a permanência dos idosos em condições de habitalidade própria mais isolada e independente são aspetos que podem ser causas justificativas e que nos devem fazer refletir à medida que a epidemia avança", disse Marta Temido.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela DGS, registaram-se 295 mortes, mais 29 do que na véspera (+11%), e 11.278 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 754 em relação a sexta-feira (+7,2%).

Dos infetados, 1.084 estão internados, 267 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 75 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde 19 de março e até ao final do dia 17 de abril, depois do prolongamento aprovado esta semana na Assembleia da República.

CMP // MAG

Lusa/fim

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