Governo assegura "porta de diálogo" entre Transportes de Lisboa e sindicatos

| Política
Porto Canal com Lusa

Lisboa, 16 dez (Lusa) -- O secretário de Estado do Ambiente, que tutela os transportes públicos, assegurou hoje que se abriu uma "porta de diálogo" entre os sindicatos e a administração da Transportes de Lisboa, holding que agrega Transtejo, Soflusa, Metro e Carris.

"A promessa é que há uma porta de diálogo que está aberta. Há vários problemas em cima da mesa e vamos olhar para eles um a um. Temos agora uma plataforma de diálogo para que possamos fazer convergir a posição e as aspirações dos trabalhadores com a posição da administração e da tutela da empresa", afirmou hoje José Mendes, em declarações à Lusa, no final de uma reunião com representantes dos sindicatos dos trabalhadores da Soflusa e da Transtejo, responsáveis pelas ligações no rio tejo na região de Lisboa.

Para Frederico Pereira, do Sindicato da Marinha Mercante, a reunião de hoje "contrasta com o papel que tem sido feito pela administração da empresa, que nos últimos quatro anos nunca recebeu os sindicatos".

"Congratulamo-nos desde logo com esta oportunidade que o secretário de Estado nos deu de colocarmos os nossos problemas", disse.

Entre as preocupações apresentadas hoje está "a necessidade da valorização dos salários e uma negociação efetiva da convenção coletiva do Acordo de Empresa".

"Mas temos outras, nomeadamente a necessidade de anular ou arquivar os processos disciplinares que na Transtejo e na Soflusa não têm nenhuma razão de ser. Outra preocupação é a oferta de transporte, que neste momento está a ser posta em causa - pela degradação das embarcações que existem e falta de gestão adequada como o anúncio, já concretizado em dois casos, da venda de embarcações", referiu Frederico Pereira.

Para os sindicatos, o que foi hoje exposto ao secretário de Estado "deveria conduzir à demissão da administração", devolvendo-a "aos moldes anteriores, em que os transportes fluviais pela sua particularidade tinham uma administração própria".

Mas, de acordo com José Mendes, "as empresas têm uma administração hoje e essa é a administração com a qual" a tutela "irá trabalhar".

JRS // ROC

Lusa/fim

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