Após 142 anos, família Lello perde controlo da "mais bela livraria do mundo" 

Após 142 anos, família Lello perde controlo da "mais bela livraria do mundo" 
| Porto
Porto Canal

Após 142 anos da sua fundação, a histórica livraria portuense deixa de pertencer à família Lello. Os sócios Avelino e Aurora Pedro Pinto compraram a quota que estava na posse de José Manuel Lello. Esta informação é tornada pública poucos dias depois de se saber que a Livraria Lello foi eleita como "A Livraria Mais Bonita do Mundo", pela plataforma mundial One Thousand Libraries (1000 Libraries), a maior comunidade online de fãs de bibliotecas e livrarias do mundo.

Recorde-se que em 2014, o casal havia adquirido 51% do capital do célebre espaço da cidade Invicta, concretizando agora a aquisição do restante valor. 

Este é assim um ponto final no clima de mau estar entre José Manuel Lello, descendente dos fundadores, e o casal Pedro Pinto, que se tornou público com o lançamento de um “livro institucional” sobre a história da livraria: “Livraria Lello: O Livro”.

Aquando do seu lançamento, José Manuel Lello considerou que o livro menorizava o papel da família que fundou e geriu o carismático edifício neogótico na Rua das Carmelitas durante 140 anos, valorizando os novos sócios, o casal Aurora e Avelino Pedro Pinto. 

“O texto de Isabel Lucas é bem escrito e imaginativo”, reconheceu José Manuel Lello, em fevereiro, ao Jornal Público, mas esta apresentação de Ernesto Chardron como uma espécie de mítico fundador da livraria, cujo legado teria depois sido assumido pela família Lello antes de chegar às mãos do casal Pedro Pinto, “pura e simplesmente não corresponde à verdade”, reiterava.

Aberta 360 dias por ano, a livraria recebe, em média, mais de três mil pessoas por dia, mediante o pagamento de uma entrada de cinco euros (seis se comprarem o ingresso presencialmente), dinheiro que depois é descontado nos livros que o visitante adquirir.

A 13 de janeiro a livraria completou 117 anos, data que foi marcada com uma cerimónia que juntou membros do governo e o presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira.

 
 
 
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