"O Porto não verga e a Seiva Trupe não vai morrer". Dezenas de pessoas concentraram-se em apoio à Companhia de Teatro

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Dezenas de pessoas concentraram-se, este domingo, no Jardim do Marquês, no Porto, em defesa da Seiva Trupe. A emblemática companhia de teatro, fundada em 1973 na cidade Invicta, não foi incluída na lista provisória de entidades apoiadas pela Direção Geral das Artes para os próximos quatro anos.

A direção da cooperativa confessou-se surpreendida e revoltada com a decisão, avançando que a mesma foi tomada não obstante o facto de “ter atingido a pontuação necessária à sua elegibilidade, mas em que a verba alocada à DGArtes para este fim ser considerada insuficiente”.

Sem a ajuda estatal, a companhia diz que não consegue sobreviver.

"Um ataque ao Norte, ao Porto"

Júlio Cardoso, um dos fundadores da Seiva Trupe, referiu-se à falta de apoios à companhia como um duro golpe para o Norte do país e para a cidade Invicta, confessando-se desiludido por ter de "estar de joelhos perante a mediocridade", quando ele próprio já deu muitos anos de vida à arte. Ainda assim, as dezenas de pessoas que hoje marcaram presença na manifestação dão alento ao responsável.

A Seiva Trupe, a completar 50 anos de existência, assegura que sem apoio do Estado irá suspender a atividade a 1 de Janeiro de 2023, dedicando os próximos dias a uma análise sobre os “modos de reverter a situação de molde a evitar o seu fim, desde logo recorrendo à figura do Requerimento Hierárquico junto do Senhor Ministro da Cultura”.

Recorde-se que também a Filandorra, companhia de teatro que desenvolve na região de Trás-os-Montes e Alto Douro um projeto inovador de descentralização teatral, se declarou em "estado de choque" ao tomar conhecimento da exclusão de apoio da DGArtes e decidiu juntar-se ao protesto deste domingo, como forma de manifestar o desagrado na decisão tomada. 

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