Chega do Porto questiona autarquia sobre fecho de esquadra da PSP em Cedofeita
Porto Canal/Agências
O vereador do Chega na Câmara do Porto, Miguel Corte-Real, enviou um requerimento ao presidente da autarquia a pedir “esclarecimentos urgentes” sobre o encerramento do atendimento ao público na esquadra da PSP de Cedofeita.
“Apesar do discurso de reivindicação de mais policiamento por parte do atual presidente da câmara do PSD, [Pedro Duarte], o Governo do mesmo partido parece estar a desinvestir na PSP do Porto”, criticou esta segunda-feira, em comunicado, o vereador único do Chega na autarquia, que revelou ter submetido um requerimento “exigindo esclarecimentos urgentes” sobre esta situação.
No requerimento, a que a Lusa teve acesso, Miguel Corte-Real questionou Pedro Duarte se a autarquia teve conhecimento formal ou informal de qualquer intenção de encerramento, que diligências pretende tomar para a garantir a manutenção da 12.ª esquadra, e se o município pode assegurar à população de Cedofeita que a presença policial naquela área não irá diminuir.
O eleito do Chega perguntou ainda ao presidente do município se a promessa de 80 novos agentes para a Polícia Municipal do Porto não estará a afetar a capacidade da PSP do Porto, numa situação que, considera, poderá significar “tapar a cabeça e destapar os pés”.
Até agora, na Praça Pedro Nunes, em Cedofeita, funcionavam dois serviços da PSP: a 12.ª Esquadra, que fazia atendimento à população, e a esquadra de turismo, habilitada para contactos em língua estrangeira.
De momento, naquele edifício está unicamente aberta uma sala onde funciona a esquadra de turismo, constatou no local a Lusa na quinta-feira juntos dos agentes de serviço, apesar de o Núcleo de Imprensa e Relações Públicas do Comando Metropolitano do Porto o negar.
No ano de 2020, a instalação da 12.ª Esquadra da PSP na Praça de Pedro Nunes foi justificada pela necessidade de haver uma resposta para os moradores desta zona, após ter sido encerrada a esquadra que existia na Rua de Cedofeita.
O edifício pertence à União de Freguesias do Centro Histórico do Porto e o seu presidente, Nuno Cruz, ameaçou na sexta-feira avaliar a cedência deste edifício à PSP.
“Deixo um recado: se o edifício da extinta junta de Cedofeita não servir a população local, a Junta terá de avaliar se valerá a pena o esforço financeiro da União de Freguesias para ter a PSP naquele edifício”, escreveu Nuno Cruz na sua página oficial da rede social Facebook.
Apesar de a Lusa ter constatado o contrário no local, o Comando Metropolitano do Porto da PSP nega que a 12.ª esquadra tenha sido encerrada ou que esteja previsto o seu encerramento, e disse que se mantém o “atendimento à população”.
Na resposta enviada à Lusa, o Núcleo de Imprensa e Relações Públicas acrescentou que as instalações da esquadra de Cedofeita passaram a funcionar também como sede de divisão, uma vez que o imóvel onde esta funcionava anteriormente, no Edifício Rainha Santa Isabel, na freguesia do Bonfim, “apresenta um acentuado estado de degradação, situação que se agravou com as recentes tempestades que assolaram o país”.
“Neste contexto, tornou-se necessário reorganizar os serviços e os espaços do Edifício Rainha Santa Isabel, numa lógica de racionalização e otimização dos recursos e das áreas disponíveis (…) e foi decidido transferir os serviços de Comando e de Apoio ao Comando da 1.ª Divisão para as instalações da Esquadra de Cedofeita, passando aquele edifício a funcionar como Sede de Divisão, mantendo-se igualmente nesse local a Esquadra de Turismo e a Esquadra que integra as Equipas de Policiamento de Prevenção e Visibilidade”, informou.
Na terça-feira, em declarações aos jornalistas após uma reunião do executivo municipal do Porto, o vereador socialista Manuel Pizarro alertou para esta situação.
