Mais de 500 a caminho de Lisboa para exigir suspensão do encerramento

| Norte
Porto Canal

Mais de 500 pessoas partiram hoje de manhã de Viana do Castelo para um protesto previsto para a residência oficial do primeiro-ministro, em Lisboa, durante o qual vão apelar à suspensão do encerramento dos estaleiros navais.

O protesto está agendado para as 15:30, junto ao Palácio de São Bento, e o transporte dos manifestantes - atuais e antigos trabalhadores -, que partiram pelas 08:15 da porta dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), envolveu nove autocarros, alugados pela Câmara local.

O protesto conta com o apoio da CGTP, envolve um desfile dos trabalhadores em Lisboa e, desde junho de 2011, será o oitavo promovido pelos trabalhadores dos ENVC, o terceiro realizado na capital.

Com esta manifestação, explicam, pretendem reclamar a suspensão do processo de subconcessão - acompanhado do encerramento da empresa -, e a avocação do dossiê pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

"Não há nenhuma decisão definitiva da União Europeia em que seja necessário fechar os ENVC. Até podem continuar a ser estaleiros navais militares de Viana do Castelo [para justificar as ajudas públicas], há possibilidade de os estaleiros continuarem como empresa pública, no setor empresarial do Estado", declarou, à saída para Lisboa, o porta-voz da comissão de trabalhadores.

António Costa insistiu que há alternativas ao encerramento dos ENVC, que pretendem transmitir diretamente a Passos Coelho.

"Haja vontade em viabilizar esta empresa. Há muitas opções que o senhor primeiro-ministro pode tomar", afirmou Costa, garantindo que os trabalhadores "não querem indemnizações".

Os trabalhadores reclamam a reestruturação da empresa e um investimento na sua modernização, bem como o arranque da construção de dois asfalteiros para a Venezuela, uma encomenda de 128 milhões de euros feita em 2010.

O grupo Martifer anunciou que vai assumir em janeiro a subconcessão dos terrenos, infraestruturas e equipamentos dos ENVC, pagando ao Estado uma renda anual de 415 mil euros, até 2031, conforme concurso público internacional que venceu.

A nova empresa West Sea deverá recrutar 400 dos atuais 609 trabalhadores, que estão a ser convidados a aderir a um plano de rescisões amigáveis, que vai custar 30,1 milhões de euros.

+ notícias: Norte

Quatro viaturas destruídas em incêndio perto de estação de metro em Matosinhos

Quatro viaturas ficaram queimadas e outras cinco sofreram danos parciais num incêndio no parque de estacionamento da Estação de Metro de Pias, em Custoias, revelou à Lusa fonte dos Bombeiros de Matosinhos-Leça.

PSD de Matosinhos censura desvios de 5 milhões de euros em obras e câmara fala em investimento sem precedentes

Os vereadores do PSD na Câmara de Matosinhos censuraram esta quarta-feira desvios de mais de cinco milhões de euros em obras públicas, enquanto a autarquia lembrou o investimento “sem precedentes” de 100 milhões de euros na habitação.

Ministros da Saúde e Educação destacam curso de Medicina da UTAD que abre em 26/27

Os ministros da Saúde e da Educação realçaram, esta quarta-feira, em Vila Real, a “enorme importância” do mestrado integrado em Medicina que a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro vai abrir no ano letivo de 2026/27.