Linha de Leixões deve receber passageiros já este ano, prevê Governo

Linha de Leixões deve receber passageiros já este ano, prevê Governo
Foto: Infraestruturas de Portugal
| Porto
Porto Canal / Agências

O Governo continua a considerar "plausível" que a linha de Leixões abra a passageiros em 2024, conforme anteriormente anunciado, confirmando ainda que a duplicação do ramal de Alfarelos está "em fase avançada de projeto".

"É um prazo plausível, sim, conseguir fazer isso em 2024. A instalação de plataformas nem sequer é o principal constrangimento, há outros tipos de constrangimentos", disse o secretário de Estado Adjunto e das Infraestruturas, Frederico Francisco, à Lusa.

Falando na estação de São Bento, no Porto, o governante considerou "necessário que as plataformas tenham acessibilidade", sendo também "preciso que haja material circulante e recursos humanos disponíveis para operar os comboios", tudo isto "sem perturbar o tráfego de mercadorias que vem do porto de Leixões".

Em novembro, o então ministro das Infraestruturas, João Galamba, já tinha dito que o Governo estava a trabalhar para reabrir a passageiros a Linha de Leixões, que funciona como circular ferroviária do Porto, com frequências superiores a um comboio por hora.

Quanto às ligações ao Metro do Porto, e se serão instalados interfaces puros entre os diferentes meios de transporte, Frederico Francisco respondeu que para reabrir a linha este ano ou no próximo "não será possível fazer investimentos desse tipo".

"Isso exige ir fazer projetos, outro tipo de intervenção e de obra que é completamente diferente, e que demora, necessariamente, vários anos. Se estivermos a pensar num serviço cadenciado, de 20 em 20 minutos, isso é algo que exige a duplicação da linha e que, provavelmente, exigirá muito mais tempo", disse à Lusa.

O que é plausível no curto prazo "é uma solução que cria dois novos apeadeiros, um deles na zona da Asprela, suficientemente perto da linha D do Metro do Porto para permitir um interface pela superfície", eventualmente num serviço com um ou dois comboios por hora.

Questionado sobre se um serviço pouco atrativo corre o risco de não captar passageiros, o secretário de Estado admitiu que "corre, e essa é uma das grandes hesitações que existem nalguns intervenientes neste processo", uma vez que a reabertura da linha já foi testada no passado, sem sucesso.

O secretário de Estado explicou ainda que foi decidido não adaptar o projeto de modernização da linha de Leixões que já estava em curso, focado nas mercadorias, evitando assim "um atraso significativo" e um aumento de custos.

O governante respondeu ainda a questões da Lusa acerca de intervenções na zona de Coimbra, nomeadamente sobre o ramal de Alfarelos e a estação de Coimbra.

"O ramal de Alfarelos está, neste momento, em fase avançada de projeto", estando o lançamento do concurso da duplicação e modernização para este ano, e a conclusão prevista para antes da primeira fase da linha de alta velocidade Porto - Soure, que implicará a duplicação da Linha do Norte entre Taveiro e Coimbra.

Quanto à possibilidade de abertura de mais serviços entre Aveiro e Coimbra, quando a linha de alta velocidade estiver concluída, Frederico Francisco disse que tendo "um horário cadenciado de comboios regionais de hora a hora, não é dos sítios do país onde, neste momento, haja uma maior necessidade de aumento de oferta".

Já sobre se não é mesmo possível reverter a decisão encerramento da atual estação de Coimbra, Frederico Francisco confirmou que "não".

"Quer dizer, possível é sempre, ela tem é um custo que nós achamos que é inaceitável. O custo seria atrasar a entrada em funcionamento do Sistema de Mobilidade do Mondego durante vários anos, um sistema que já está muito atrasado e que faz falta à população já há muitos anos", referiu.

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