“Estamos com falhas à volta dos 15% dos percursos”, assume Marco Martins no 1º dia útil da UNIR

“Estamos com falhas à volta dos 15% dos percursos”, assume Marco Martins no 1º dia útil da UNIR
| Norte
Porto Canal

Marco Martins reconheceu, esta segunda-feira, as dificuldades sentidas no primeiro dia útil da UNIR, a nova rede de autocarros da Área Metropolitana do Porto (AMP). Ao Porto Canal, o presidente da Câmara de Gondomar assumiu que há a registar "falhas à volta dos 15% dos percursos" no concelho. 

O autarca descarta responsabilidades e aponta o dedo à operadora comum a todos os 17 municípios do Grande Porto. 

"Temos feito tudo o que podemos, mas aqui a culpa é da operadora", realça o responsável, temendo que as dificuldades sentidas se prolonguem. 

"Dizem-nos que há muitos motoristas novos, que ainda não sabem os trajetos. Gostava de lhe dizer que esta falha de 15% é apenas hoje ou nesta primeira semana, mas não sabemos”, atira Marco Martins. 

Recorde-se que a manhã desta segunda-feira ficou marcada por diversos constragimentos na operação da UNIR. De acordo com o testemunho de diversos cidadãos, as dificuldades sentiram-se em vários pontos da rede, nomeadamente em Gondomar, Vila Nova de Gaia ou até mesmo Paredes. 

Segundo o que o Porto Canal conseguiu apurar, vários alunos, residentes em Baguim do Monte, foram a pé para Rio Tinto, dada a ausência de autocarros para o transporte dos jovens até aos respetivos estabelecimentos de ensino.

Um cenário semelhante verificou-se no concelho de Paredes. As principais ligações do município com as escolas não foram realizadas. De acordo com a autarquia, os motoristas não realizaram esses transportes, enquanto não veem esclarecidas algumas questões relacionadas com o horário de trabalho, um cenário que a Câmara Municipal considera a situação inaceitável.

Os problemas estenderam-se a Vila Nova de Gaia. Há relatos de que durante a manhã, na zona de Vila D’este, apenas os autocarros dos STCP circulavam, não havendo viaturas para assegurar os horários do grupo MGC, até então responsável pelas deslocações inter-concelhias entre Santa Maria da Feira, Vila Nova de Gaia e Porto e intra-concelhias nas freguesias gaienses de Lever, Crestuma, Sandim, Avintes, Pedroso, Vilar de Andorinho, Oliveira do Douro e Olival.

A nova rede, concessionada por lotes, substituiu um modelo de concessões "linha a linha", que garantiam a coexistência de 30 operadores privados rodoviários na AMP, como por exemplo a Caima, AV Feirense, Transdev, UT Carvalhos, Gondomarense, Pacense, Arriva, Maré, Landim, Valpi, Litoral Norte, Souto, MGC, Seluve, Espírito Santo, entre outras deixarão as ruas da região urbana do Porto a 30 de novembro.

Mas nem por isso é automática a sua extinção. Alguns dos novos lotes foram concessionados às “velhas” operadoras, que passarão agora a circular sob a marca comum “UNIR” e terão de cumprir as regras definidas pela Área Metropolitana do Porto.

A UNIR, que utiliza quatro dígitos para identificar as linhas e conta com autocarros azuis, brancos e pretos, promete colmatar as dificuldades de mobilidade existentes no Grande Porto.

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