Estado já arrecadou 79,5 milhões de euros com multas até outubro, um aumento de 30%

Estado já arrecadou 79,5 milhões de euros com multas até outubro, um aumento de 30%
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Porto Canal

As multas aos automobilistas já geraram uma receita de 79,5 milhões de euros até ao final de outubro, o valor mais elevado nos últimos cinco anos. Os dados agora divulgados pela Direção-Geral do Orçamento mostram ainda que, face ao ano passado, este valor corresponde a um aumento de 30%.

Segundo o Ministério das Finanças, o objetivo do Estado para este ano é chegar aos 136 milhões de euros obtidos com multas de trânsito, um número inscrito no documento do Orçamento do Estado feito por Fernando Medina.

As estradas portuguesas receberam no primeiro trimestre deste ano meia centena de novos radares, entre eles, dez vão permitir calcular a velocidade média de um determinado trajeto, aponta a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR).

 
 
 
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Os radares são colocados na rede SINCRO, o Sistema Nacional de Controlo de Velocidade, que é gerido pela ANSR. “A fiscalização da velocidade praticada pelos condutores através da medida da velocidade média do veículo entre dois pontos predefinidos na estrada", refere o organismo.

Com a inclusão destes novos radares de velocidade média, a rede SINCRO passa a ser composta por locais de controlo de velocidade instantânea e de velocidade média, ao longo das estradas nacionais.

A Norte este tipo de radares estará na A3, que faz a ligação entre Porto e Valença. Também a A41, ou Circular Regional Exterior do Porto (CREP), que circunda a Área Metropolitana do Porto, é um dos locais planeados para receber radares de velocidade média.

O Governo prevê que estes novos radares venham a gerar 13 milhões de euros, há quem fale em “caça à multa”, expressão que a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) rejeita determinantemente.

“Depois de 2018, da instalação de radares, diminuímos de seis infratores em cada mil fiscalizados para metade, três infratores em cada mil. Nesses locais notámos ainda que a sinistralidade foi dramaticamente reduzida, tivemos menos 36% de acidentes com vítimas e menos 74% de vítimas mortais”, enumera Rui Ribeiro presidente da ANSR. “Isto desmistifica essa expressão ‘caça à multa’. Estamos aqui a salvar vidas, não estamos a contar os tostões”.

Esta é a primeira fase do processo de duplicação dos locais fiscalizados. A ANSR quer instalar um total de 62 novos pontos de controlo de tráfego. Entre as novas máquinas, que custaram 5,6 milhões de euros, encontra-se a que tem gerado maior curiosidade, por ser inovadora em território português: os radares de velocidade média. Os dispositivos permitem "o controlo da velocidade média entre dois pontos e a capacidade para medir, em simultâneo, a velocidade de vários veículos", explica a ANSR.

“Fomos estudar os locais onde há acidentes”, conta Rui Ribeiro. “Nestes 62 locais selecionados, houve 115 vítimas mortais nos últimos cinco anos. [Os radares] foram colocados cirurgicamente”. “Depois deste bolo de 62 novos radares vamos estudar, tirar ilações para uma eventual proposta de mais radares”.

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