"Não tenho de me preocupar com os outros, quero encher o museu". A entrevista de Pinto da Costa 

"Não tenho de me preocupar com os outros, quero encher o museu". A entrevista de Pinto da Costa 
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Porto Canal

Jorge Nuno Pinto da Costa tem “três preocupações grandes”: “Que o barulho das redes sociais não chegue à equipa de futebol para que esta esteja tranquila e possa atingir o objetivo de passar aos oitavos de final da Champions”, “que até ao final de dezembro possa apresentar lucro e ter os capitais próprios positivos ou perto disso” e “colocar as máquinas no terreno da academia na Maia, que já tem os projetos feitos”.

 
 
 
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Ao longo de uma extensa entrevista concedida à SIC em direto a partir do Estádio do Dragão, o “sócio número 587 do FC Porto” pronunciou-se sobre os “momentos muito desagradáveis” vividos na última Assembleia Geral para “lamentar tudo o que aconteceu” e prometer tomar “todas as providências para que não se volte a repetir”.

“Decorrem dois inquéritos, um do nosso Conselho Fiscal e Disciplinar e outro do Ministério Público, para apurar quem são os responsáveis”, acrescentou enquanto relembrou que “o Presidente da Mesa é que conduz os trabalhos” e que pediu a José Lourenço Pinto para que “terminasse com a Assembleia Geral imediatamente” após os “tumultos” e “zaragatas” numa “noite má para todos os que são do FC Porto”.

“Devemos criticar, lamentar e censurar”, reforçou o líder máximo de um clube que “está a fazer inquéritos para apurar responsabilidades” e que vive momentos de desgosto por “ver sócios contra sócios e problemas internos nas televisões”. “Qualquer crítica que farei aos órgãos sociais do FC Porto não farei publicamente”, resumiu.

Questionado sobre as eleições de 2024, Pinto da Costa assegurou que “as próximas serão em abril, mesmo que a Assembleia aprovasse o prazo até junho”, questionou se “o treinador de algum clube renova contrato sem saber com quem vai trabalhar” e garantiu não estar em campanha eleitoral: “Não apresentarei a minha candidatura antes de cumpridos os três pressupostos”.

A “estratégia de chegar ao fim do ano com contas positivas para apresentar à UEFA, que conhece os planos” é sinónimo de que “não será preciso vender em janeiro”. Para tal também contribuem “projetos que vão fazer entrar dinheiro considerável no FC Porto, nomeadamente uma melhoria grande do Estádio do Dragão feita por uma empresa que suporta isso e entrega uma quantia considerável”.

“Se vendêssemos o Otávio mais cedo as contas estavam equilibradas e há uma diferença entre vender por 40 ou 60”, recordou antes de revelar que “as negociações pelo naming do estádio se farão a partir dos cinco ou seis milhões e a médio-prazo”, o presidente portista sublinhou que “o clube é dos sócios e a SAD tem que ser maioritariamente do FC Porto”.

Para Sérgio Conceição sobraram palavras elogiosas - “quem ganha dez títulos em seis anos tem de ficar na história do clube” -, sobre a continuidade de Mehdi Taremi pediu “realismo” - “tem propostas que ainda não aceitou para ganhar 10 milhões por ano” - e o foco mantém-se apontado às conquistas: “Sou presidente do FC Porto e não tenho de me preocupar com os outros. Quero encher o museu de troféus”.

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