Bloco de Esquerda defende mais habitação no Porto para alcançar 15% de oferta pública até 2026

Bloco de Esquerda defende mais habitação no Porto para alcançar 15% de oferta pública até 2026
Foto: Domus Social
| Porto
Porto Canal / Agências

O BE quer que a Câmara do Porto crie habitação nos terrenos do Monte Pedral, Monte da Bela, Bairro do Leal, Aleixo, Avenida do Parque e Plano de Pormenor das Antas e alcance 15% de oferta pública até 2026.

A criação de habitação apoiada, “condicionada e de facto acessível”, nos terrenos municipais é uma das 11 propostas do Bloco de Esquerda (BE) às Grandes Opções do Plano e Orçamento Municipal para 2024, ao abrigo do direito de oposição.

Em comunicado, o grupo municipal do BE esclarece que o intuito é que estes projetos permitam alcançar 15% de habitação pública até 2026 na cidade.

“Apesar de o Porto ter 10% de habitação pública, bastante superior à média do país, a crise habitacional na cidade tem agora contornos de exclusão social a que se tem de dar resposta cabal”, consideram os bloquistas.

Além da criação de habitação pública, o BE quer que o município suspenda os registos de Alojamento Local (AL) na cidade e que reveja o regulamento do parque habitacional para enquadrar “todas as necessidades de habitação deste tipo existentes na cidade”.

Já no combate à pobreza, o BE propõe a criação de um plano municipal que definida áreas prioritárias de intervenção e um modelo articulado de atuação.

“Urge criar o plano municipal integrado de combate à pobreza e implementar medidas concretas que garantam a dignidade de todas as pessoas”, considera o BE, defendendo ainda a automatização da tarifa social da água e “o resgate” de uma intervenção comunitária nas zonas habitacionais mais vulneráveis, através da criação de pelo menos 30 equipas técnicas.

Em matéria de mobilidade, os bloquistas querem que seja alargada a gratuitidade dos transportes para jovens até 23 anos, pessoas com mais de 65 anos, pessoas com mobilidade condicionada e desempregados.

Aumentar em mais 10 quilómetros as faixas ‘bus’ na cidade e criar uma “rede efetiva” de ciclovias são outras das propostas do BE.

Relativamente à área da cultura, o BE propõe a criação de um fundo municipal de apoio às estruturas culturais, ao invés dos “apoios avulso e sem critérios pré-estabelecidos”, bem como a criação de um mapeamento sociocultural do município, semelhante a “uma carta municipal da cultura participada”.

“A cultura na cidade do Porto deve poder emancipar-se das instituições municipais e do executivo, que, para lá da definição da fatia orçamental a afetar às políticas culturais com critérios sujeitos a escrutínio publico, deve ter como papel a garantia da democratização da participação neste domínio”, considera o BE.

No comunicado, o BE diz ainda que a maioria de governação na cidade tem “posto em causa direitos essenciais e concretizado uma política económica extrativista que hipoteca presente e futuro de quem aqui vive e aspira a aqui viver”.

+ notícias: Porto

Incêndio em colégio no Porto já está extinto

O incêndio que deflagrou ao início da tarde de deste domingo no Colégio Flori, no Porto, "já está extinto" e em fase de rescaldo e ventilação, adiantaram ao Porto Canal as autoridades.

Last Folio: as duras memórias do Holocausto 

O Museu e Igreja da Misericórdia do Porto acolhem a exposição internacional LAST FOLIO acompanhada por um documentário, que mostra as memórias do Holocausto. A exposição do fotógrafo Yuri Dojc e da cineasta Katya Krausova, pode ser visitada até novembro.

Nova Linha do Metro do Porto avança. Veja aqui as primeiras imagens 

As obras da nova Linha do Metro do Porto, Linha Rosa (G), que assegurará a ligação entre São Bento e a Rotunda da Boavista já avançaram. Esta extensão terá 3 km e 4 estações subterrâneas (duas adjacentes às já existentes São Bento e Casa da Música).