“Se eu fosse primeiro-ministro demitia o João Galamba”, afirma Eduardo Vítor Rodrigues

“Se eu fosse primeiro-ministro demitia o João Galamba”, afirma Eduardo Vítor Rodrigues
Foto: Pedro Benjamim | Porto Canal
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Porto Canal

O presidente da Federação Distrital do PS no Porto, Eduardo Vítor Rodrigues, defende que o primeiro-ministro, António Costa, devia demitir o ministro das Infraestruturas, João Galamba.

“Se me perguntar: se tu fosses primeiro-ministro o que é que farias? Eu demiti-lo-ia. Mas sou capaz de dizer ao mesmo tempo que se eu fosse primeiro-ministro demitia o João Galamba, mas acho que o João Galamba não tem que se demitir, tem que esperar que o primeiro-ministro lhe diga o que fazer”, afirmou Eduardo Vítor Rodrigues no Cara ou Coroa no Porto Canal.

O também presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, defende que Galamba foi esta sexta-feira ao Parlamento “cumprir a sua obrigação”, devendo esperar pelas indicações do ainda chefe do Executivo.

Eduardo Vítor Rodrigues defendeu esta posição após João Galamba ter garantido no parlamento, que não irá apresentar a demissão, após ter sido constituído arguido no processo que envolve negócios com lítio e hidrogénio.

Esta quinta-feira, o primeiro-ministro, António Costa, à entrada da comissão política do Partido Socialista (PS), afirmou que a decisão de exonerar João Galamba seria debatida com Marcelo Rebelo de Sousa. “Fiquei de falar com o Presidente da República”, sublinha António Costa.

O primeiro-ministro, António Costa, pediu na terça-feira a demissão do cargo ao Presidente da República, que a aceitou.

António Costa é alvo de uma investigação do Ministério Público no Supremo Tribunal de Justiça, após suspeitos num processo relacionado com negócios sobre o lítio, o hidrogénio verde e o ‘data center’ de Sines terem invocado o seu nome como tendo intervindo para desbloquear procedimentos.

Marcelo Rebelo de Sousa decidiu dissolver a Assembleia da República e convocar eleições antecipadas. 

Marcelo Rebelo de Sousa confirmou ainda que o Orçamento do Estado vai ser aprovado antes da dissolução do Parlamento. A Assembleia da República vai permanecer em funções até ao dia 15 de janeiro.

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