António Costa admite que o recurso a horas extraordinárias no SNS tem de ser reduzido

António Costa admite que o recurso a horas extraordinárias no SNS tem de ser reduzido
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Porto Canal

O primeiro-ministro, António Costa, admitiu que o recurso a horas extraordinárias no Serviço Nacional de Saúde (SNS) tem de ser reduzido.

António Costa respondia a António Sarmento, o Diretor do Serviço de Infeciologia do Hospital de São João, que num artigo de opinião, publicado no jornal Público, questionava o primeiro-ministro sobre "o que pensa sobre o SNS" e se "está ciente que estamos na iminência de uma catástrofe que pode causar a perda de muitas vidas".

O chefe do Governo não tardou na resposta e usou o mesmo meio para o fazer.

“A aprovação em 2019 de uma nova Lei de Bases da Saúde foi uma afirmação clara e inequívoca do SNS público, universal e tendencialmente gratuito como a coluna vertebral do sistema de saúde, e penso que isso responde à sua interpelação direta sobre aquilo que penso do SNS”, começa por dizer.

Na resposta, António Costa admite ainda que há um recurso excessivo às horas extraordinárias no Serviço Nacional de Saúde”.

“Temos de reduzir o recurso excessivo a horas extraordinárias. Este é um problema simultaneamente dos profissionais que as fazem, mas também do sistema”, afirma.

O primeiro-ministro lembra que o modelo de horário dos médicos, que garanta o descanso compensatório do trabalho de urgência e a efetividade do horário normal de trabalho, são pedras chave para a reforma do SNS.

“Não nos podemos esquecer que o recurso massivo a horas extraordinárias na prestação de cuidados de saúde assenta, em grande medida, num défice de décadas na formação de médicos, que estamos a desafiar com a acreditação de novos cursos de medicina e mais vagas nas universidades públicas”.

António Costa sublinha ainda que o SNS tem hoje mais recursos financeiros e humanos, mas lembra que para que a reforma em curso funcione é necessária a mobilização de toda a sociedade.

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