Gaia vai redistribuir autocarros na Avenida da República com arranque da nova rede

Gaia vai redistribuir autocarros na Avenida da República com arranque da nova rede
| Norte
Porto Canal/Agências

A circulação de autocarros na Avenida da República, em Gaia, vai ser redistribuída com o arranque da nova rede metropolitana denominada UNIR, cujo início está previsto, no máximo, para 01 de novembro, disse esta sexta-feira o presidente da Câmara.

"O que vamos é redistribuir muitos dos autocarros que fazem a ligação direta ao Porto através da VL9 [Avenida D. João II], da Ponte do Infante, e fazê-lo com a noção clara de que não estamos a duplicar serviços, estamos a servir outras pessoas", disse Eduardo Vítor Rodrigues aos jornalistas.

O também presidente da Área Metropolitana do Porto (AMP) falava no final da cerimónia de apresentação do serviço denominado 'metrobus', um autocarro a hidrogénio que circulará de 10 em 10 minutos (em hora de ponta) num vaivém entre a estação de metro D. João II e a zona de Baiza, em Vilar de Andorinho, com faixa BUS exclusiva entre a Rotunda Afonso de Albuquerque e os Arcos do Sardão.

"Quando se circula pela VL9, vai-se servir um conjunto de pessoas que já estão a morar numa distância suficientemente grande relativamente à Avenida da República para fazerem esse circuito a pé", argumentou Eduardo Vítor Rodrigues.

Para o autarca, o objetivo é também privilegiar a intermodalidade com o Metro do Porto, e com o reforço de frequências de passagem na Linha Amarela "o número de veículos de metro vai aumentar", fazendo "todo o sentido" que se possa privilegiar o "rebatimento e não a duplicação" de serviço de transporte de passageiros na Avenida da República.

Apesar de toda a via estar servida pelo metro, o autarca de Gaia considera que "os autocarros nunca podem desaparecer da Avenida da República na totalidade", mesmo que se acumulem, no seu percurso, ao lado do metro.

"Muitos deles fazem atravessamentos que vêm de Santa Maria da Feira ou do interior do concelho e precisam de sair na zona da Câmara Municipal", considerou Eduardo Vítor Rodrigues, vendo como "mais razoável que entrem na avenida" do que ter "uma mega estrutura de rebatimento para depois fazer um pequenino percurso de metro".

Questionado sobre o aumento de frequência do Metro do Porto de seis para três em três minutos, e sobre a possibilidade de aumento de engarrafamentos devido ao menor espaço de tempo para os carros atravessarem a linha na Avenida da República, Eduardo Vítor Rodrigues mostrou-se "transitoriamente" preocupado.

"Transitoriamente gerará sempre algumas dificuldades. Mas a expectativa que nós temos, quando reforçamos o transporte público, é retirar veículos", disse.

O autarca abriu ainda a porta a que "a partir da próxima primavera" haja "fins de semana sem carros na Avenida da República", privilegiando atividades culturais e "devolvendo o espaço público ao cidadão".

Já sobre o estacionamento indevido na mesma avenida, tanto nos passeios como na via, o autarca disse que "a Polícia Municipal vai fiscalizando", mas defendeu que há "um equilíbrio a fazer", estabelecendo uma ligação entre a atividade comercial da avenida e a utilização do automóvel, mesmo para pequenas tarefas diárias como ir buscar o pão.

O autarca defendeu uma abordagem gradual que "não leve a que as pessoas que param para ir buscar o pão à padaria, que nunca irão buscar o pão à padaria se tiverem que ir estacionar na outra ponta da avenida, estourem com a atividade comercial da Avenida da República".

"Em muitos casos o que nós temos é uma profunda falta de civismo", recusando que tudo se resolva pela intervenção da polícia.

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