Guimarães coloca cidadãos no centro de projeto europeu de ação climática

Guimarães coloca cidadãos no centro de projeto europeu de ação climática
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Porto Canal

Guimarães, que prepara a candidatura para a Capital Verde Europeia, encontra-se entre as 53 cidades da União Europeia que servirão de estudo para testar as novas formas de descarbonização em contexto urbano.

Porto, Lisboa e Guimarães foram as três cidades portuguesas selecionadas para o projeto Missão Cidades que, em abril de 2022, escolheu 100 cidades para atribuir 360 milhões de euros rumo à neutralidade carbónica até 2030. Apesar disso, apenas a cidade minhota foi escolhida para integrar o projeto-consórcio NetZeroCities, desenvolvido como apoio ao programa da Comissão Europeia Missão Cidades. No âmbito deste último projeto, as ações desenvolvidas nos próximos dois anos serão apoiadas com 32 milhões de euros, financiadas pelo Horizonte 2020.

As candidaturas para o projeto abriram em setembro de 2022 e, este mês, foram anunciadas as 53 cidades escolhidas de 159 candidaturas. O projeto apresentado pela cidade de Guimarães designa-se “Distrito C: Compromisso de Carbono Zero” e, de acordo com o PÚBLICO, receberá 986 mil euros para desenvolver as ações do projeto nos próximos dois anos. Estas ações terrão foco em promover “a mudança comportamental, a inovação social e a criação de novos modelos de negócio, financiamento sustentável e tecnologias verdes”.

No centro do projeto encontram-se os residentes com o designado Pacto do Cidadão, onde é encorajada a “utilização de veículos de combustão e veículos privados” e promove a “utilização de transportes públicos e a melhoria do espaço público”. O município adiantou ainda ao PÚBLICO, que serão promovidas a “eficiência energética e a produção local de energia renovável, com novas políticas e regulamentação”, bem como a “facilitação da instalação fotovoltaica e da reabilitação energética de edifícios históricos”.

De acordo com o mesmo jornal, o projeto procurará, também, desenvolver “estratégias de economia circular para valorização e redução de resíduos, promoção de jardins privados na malha urbana e um corredor verde para capturar CO2, melhorar a biodiversidade e utilizar resíduos orgânicos como fertilizantes, promovendo a bioeconomia”.

Este projeto contribui para a vontade da cidade minhota ser considerada a Capital Verde Europeia (CVE) em 2025, uma vez que abrange todos os indicadores de sustentabilidade para a candidatura, nomeadamente água, resíduos e economia circular, adaptação e mitigação às alterações climáticas, biodiversidade, áreas verdes e uso sustentável do solo e qualidade do ar e do ruído.

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