Guimarães aguarda construção do Campus da Justiça previsto para 2022

Guimarães aguarda construção do Campus da Justiça previsto para 2022
Câmara Municipal de Guimarães
| Norte
Porto Canal/Agências

O presidente da Câmara de Guimarães, Domingos Bragança (PS), disse esta quinta-feira que é “muito urgente” a construção do Campus da Justiça pelo Governo na cidade, previsto estar pronto em 2022, mas que ainda não saiu do papel.

O assunto foi levado à reunião do executivo camarário pelo vereador da coligação PSD/CDS-PP Bruno Fernandes, lembrando que faz este mês quatro anos que o município e o Governo assinaram um protocolo para a construção de um Campus da Justiça na cidade, que previa que a obra estivesse concluída “três anos depois”, ou seja, em 2022.

O vereador recordou que o município cedeu o terreno, ficando a execução da obra a cargo da tutela, mas que, passados quatro anos após a celebração do protocolo, nada foi feito, o que cria “prejuízos” a Guimarães e à população, a vários níveis.

Bruno Fernandes salientou que o futuro Campus da Justiça vai albergar os serviços que neste momento estão espalhados por vários locais, acrescentando que o Estado paga, mensalmente, “35 mil euros” de renda pelo edifício onde estão as Varas Mistas, em Creixomil, que “está sem capacidade e sem as condições necessárias”.

“Ao longo destes anos, o Estado já pagou 1.2 milhões de euros de renda”, afirmou o vereador, apelando ao presidente da Câmara de Guimarães para que pressione a tutela e o Governo a cumprir a sua parte assumida no protocolo firmado em 2019.

Na resposta, Domingos Bragança disse que o Campus da Justiça “é estratégico” para Guimarães, distrito de Braga, acrescentando que “é urgente, é muito urgente que a obra se concretize”.

O autarca deu conta de que em dezembro do ano passado reuniu com o secretário de Estado da Justiça, do qual obteve a garantia de que em janeiro deste seria levado a Conselho de Ministros “um pacote de obras” na área da justiça, a nível nacional, no qual estaria incluído o Campus da Justiça de Guimarães.

Domingos Bragança assumiu que isso, até agora, não aconteceu, razão pela qual escreveu, recentemente, ao primeiro-ministro, António Costa, a dar conta da importância desta obra para Guimarães.

“É urgente que a verba seja aprovada para se lançar o concurso”, salientou o presidente da Câmara de Guimarães.

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