Aldeia de Vila Pouca de Aguiar aquecida por biomassa em projeto fronteiriço

Aldeia de Vila Pouca de Aguiar aquecida por biomassa em projeto fronteiriço
Foto: CM Vila Pouca de Aguiar
| Norte
Porto Canal/Agências

As obras para aquecimento de casas da aldeia de Tresminas, em Vila Pouca de Aguiar, através de uma central de biomassa que reaproveita sobrantes da limpeza da floresta, vão arrancar e inserem-se num projeto-piloto transfronteiriço, foi anunciado.

O Aldealix, projeto-piloto internacional de aquecimento de aldeia de Tresminas, foi anunciado em janeiro de 2024 e a consignação da obra pela Câmara de Vila Pouca de Aguiar, no distrito de Vila Real, aconteceu na terça-feira.

Segundo divulgou o município, em comunicado, a primeira fase do projeto que inclui a construção das ligações a uma dezena de casas foi adjudicada por cerca de 314 mil euros e a obra tem uma duração prevista de um ano.

“A comunidade local envolvida poderá usufruir de energia em função do pagamento da matéria-prima e o espaço aldeão funcionará em regime de condomínio”, explica a autarquia liderada pela social-democrata Ana Rita Dias.

O projeto visa a criação de uma “aldeia modelo” e a “integração da biomassa no sistema produtivo local”.

Tresminas, a 16 quilómetros da sede do concelho, Vila Pouca de Aguiar, tem cerca de 25 agregados familiares, casas concentradas, é também uma aldeia com população muito envelhecida e possui um serviço público que é o centro interpretativo do complexo mineiro.

Na sua envolvente, há ainda uma grande mancha florestal.

O projeto, descrito como “pioneiro”, envolve o município de Vila Pouca de Aguiar e a Agência Galega de Desenvolvimento Rural, e inclui ações como a “gestão e implantação de central de biomassa em Tresminas e criação de uma rede transfronteiriça de fomento ao uso de energia com visibilidade”.

O total do investimento previsto ascende aos 422 mil euros, dos quais 316 mil são financiamento do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (Feder) e a restante verba comparticipada pela câmara municipal.

A autarquia concretizou que, com a implementação do projeto, se pretende valorizar e potenciar o uso de recursos florestais com fins energéticos, fomentar as comunidades energéticas, baseada numa rede de calor colaborativa, avançar com a transição ecológica e energética, adaptada às mudanças climáticas, e atrair novos residentes para as zonas rurais.

Visa ainda contribuir para a luta contra as alterações climáticas, a valorização da floresta e a prevenção de incêndios florestais.

A criação desta “aldeia modelo”, a que o município transmontano chamou “Aldealix”, está incluída num projeto transfronteiriço que envolve ainda uma outra aldeia de Arcos de Valdevez (Viana do Castelo) e duas espanholas em Monterrei e Cerdedo-Cotobade.

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