Metro do Porto vai realojar moradores do bairro de Massarelos a partir do dia 25

Metro do Porto vai realojar moradores do bairro de Massarelos a partir do dia 25
Porto Canal\Pedro Benjamin
| Norte
Porto Canal/Agências

Os 13 agregados familiares que terão de sair por quatro meses do bairro de Massarelos, no Porto, devido à construção da ponte da Ferreirinha, serão realojados a partir do dia 25, disse hoje fonte da Metro do Porto.

“O realojamento tem início previsto para 25 de março, por um período de quatro meses, sendo sempre dependente das condições de desenvolvimento dos trabalhos”, explicou à Lusa a empresa, responsável pela empreitada que se insere na nova Linha Rubi do metro.

Numa resposta enviada por escrito, a Metro do Porto salienta que esta medida “foi sempre claramente assumida” junto da associação de moradores do bairro, com quem tem dialogado, e consta da Decisão sobre a Conformidade Ambiental do Projeto de Execução (DCAPE).

A Metro tem estado “a trabalhar no sentido de encontrar soluções de realojamento ajustadas às características de cada um dos 13 agregados envolvidos nesta operação”, para garantir “totais condições de segurança, de conforto e de dignidade” na casa onde ficarem enquanto as obras tornam menos seguro continuarem a viver nas suas habitações no bairro.

O contacto inicial para propor duas soluções de realojamento temporário aconteceu em fevereiro, esclareceu aquela empresa, com os moradores a terem a opção de escolherem eles mesmos o novo local de residência ou a permitirem à firma escolher, com “todos os custos de realojamento suportados” pela Metro do Porto.

Em 03 de março, a CDU do Porto tinha pedido “dignidade” para os moradores afetados pela construção da ponte da Ferreirinha, pedindo “soluções justas” para quem tiver de sair de casa, pelos riscos decorrentes da construção do tabuleiro daquela ponte.

A coligação PCP/PEV tinha pedido que os moradores fossem realojados “na proximidade do bairro”, com apoio integral no transporte de bens, garantias escritas no realojamento, pagamento de serviços, entre outros apoios.

A Linha Rubi, com 6,4 quilómetros e oito estações, inclui uma nova travessia sobre o Douro, a ponte D. Antónia Ferreira "a Ferreirinha", que será exclusivamente reservada ao metro e à circulação pedonal e de bicicletas.

Em Gaia, as estações previstas para a Linha Rubi são Santo Ovídio, Soares dos Reis, Devesas, Rotunda, Candal e Arrábida, e, no Porto, Campo Alegre e Casa da Música.

A empreitada tem de estar concluída até ao final de 2026, mas fonte do Metro do Porto já admitiu à Lusa que a ponte só deverá estar concluída em 2027.

O projeto tem um custo de 487,9 milhões de euros, sendo financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e Orçamento do Estado (OE).

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