Açores: Região pronta para receber 20 mil vacinas contra covid-19 até final de janeiro

| Política
Porto Canal com Lusa

Horta, Açores, 10 dez 2020 (Lusa) - O secretário da Saúde do Governo dos Açores, Clélio Meneses, adiantou hoje que a região já assegurou os "meios técnicos e logísticos" para receber, até final de janeiro, 20 mil doses de vacinas contra a covid-19.

"Já assegurámos os meios técnicos e logísticos para virem para os Açores, numa primeira fase, que se espera ocorra até ao final de janeiro, 20 mil doses de vacinas no âmbito do plano de vacinação nacional", adiantou hoje o governante, falando no parlamento dos Açores, na discussão do Programa do novo executivo regional, que arrancou na quarta-feira e termina na sexta-feira.

O executivo, formado por PSD, CDS e PPM, está "pronto, presente e próximo" para "atuar em cada local e em cada momento, com base na informação científica mais credível para sustentar a decisão política" no combate à pandemia de covid-19.

"Os dias que correm são de dificuldades acrescidas com a pandemia que nos assusta e assalta. Temos, porém, de passar do tempo do medo para o tempo da responsabilidade. De percebermos, com clareza e verdade, o que cada um pode fazer para ser um agente de controlo da propagação da doença", prosseguiu.

Clélio Meneses abordou também na sua intervenção os valores da dívida da saúde nos Açores, números, considerou, "absurdos e inaceitáveis".

"Segundo números que nos são facultados, a dívida total a fornecedores é de 137 milhões de euros, da qual 110 milhões já vencida, ou seja, com mais de 90 dias, em alguns casos com mais de um ano. Os hospitais da região têm um 'deficit' mensal de cerca de 5 milhões de euros", disse.

O novo Governo Regional dos Açores, liderado por José Manuel Bolieiro, do PSD, tomou posse no final de novembro na Assembleia Legislativa da região.

O programa do novo Governo dos Açores, que tem Artur Lima (CDS-PP) como vice-presidente, reconhece que a região "vive uma situação económica e social delicada", e admite que a pandemia agravou "debilidades" nesses dois campos.

"A Região Autónoma dos Açores vive uma situação económica e social delicada, agravada pelas consequências da pandemia por SARS-CoV-2, que se projeta, de forma dramática, na vida das pessoas e das empresas, agravando a debilidade empresarial e condicionando o desempenho da região e das suas indeclináveis responsabilidades na proteção dos mais desfavorecidos", diz o executivo no arranque do documento.

De acordo com o Governo Regional, formado por PSD, CDS e PPM, "a estabilidade política decorrente de uma maioria plural no plano parlamentar tem de traduzir-se numa governação que permita aos Açores terem ganhos substanciais em relação aos indicadores médios da União Europeia, e uma diminuição do peso do Estado e da região na economia e na sociedade".

O PS perdeu em outubro a maioria absoluta que detinha há 20 anos, elegendo 25 deputados.

PSD, CDS-PP e PPM, que juntos representam 26 deputados, assinaram um acordo de governação. A coligação assinou ainda um acordo de incidência parlamentar com o Chega e o PSD um acordo de incidência parlamentar com o Iniciativa Liberal (IL), somando assim o número suficiente de deputados para atingir uma maioria absoluta.

PPF // MCL

Lusa/Fim

+ notícias: Política

PSD: Montenegro eleito novo presidente com 73% dos votos

O social-democrata Luís Montenegro foi hoje eleito 19.º presidente do PSD com 73% dos votos, vencendo as eleições diretas a Jorge Moreira de Silva, que alcançou apenas 27%, segundo os resultados provisórios anunciados pelo partido.

Governo e PS reúnem-se em breve sobre medidas de crescimento económico

Lisboa, 06 mai (Lusa) - O porta-voz do PS afirmou hoje que haverá em breve uma reunião com o Governo sobre medidas para o crescimento, mas frisou desde já que os socialistas votarão contra o novo "imposto sobre os pensionistas".

Austeridade: programa de rescisões poderá conter medida inconstitucional - jurista

Redação, 06 mai (Lusa) - O especialista em direito laboral Tiago Cortes disse hoje à Lusa que a constitucionalidade da medida que prevê a proibição do trabalhador do Estado que rescinde por mútuo acordo voltar a trabalhar na função Pública poderá estar em causa.