Info

Assunção Cristas pede “fortíssimo cartão vermelho” ao Governo PS

| Política
Porto Canal com Lusa

A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, pediu este domingo aos portugueses que mostrem um “grande, grande sinal de desagrado, um fortíssimo cartão vermelho” ao Governo do PS nas europeias do próximo domingo.

Atualizado 20-05-2019 11:22

A uma semana das eleições, Cristas fez um apelo à mobilização do partido e dos eleitores na “maior batalha”, de “explicar às pessoas” por que é importante votar, seja “pela Europa seja por Portugal”, num almoço com cerca de 200 militantes em Marco de Canaveses, distrito do Porto.

“Temos que mostrar um grande, grande sinal de desagrado, um fortíssimo cartão vermelho”, disse a líder centrista, depois de deixar mais um apelo aos militantes: “Levem a votar os vossos amigos, os vossos familiares.”

Para Assunção Cristas, o primeiro-ministro e líder do PS, António Costa, “não merece estar no Governo, não merece porque engana” os portugueses.

A líder dos centristas fez, no seu discurso, uma ligação entre as eleições europeias do próximo domingo e as legislativas de 06 de outubro, e afirmou que o CDS quer, "além de uma voz forte em Bruxelas", uma "voz fortíssima em Portugal".

"Queremos dizer a António Costa que basta desta pouca vergonha de enganar as pessoas, basta de ter os impostos máximos e os serviços mínimos", gritou Assunção.

Antes e depois, deu vários exemplos dos que considerou serem falhanços do Governo de Costa, a começar pelas baixas execução dos fundos comunitários, na agricultura, por exemplo.

"Quanto Portugal mais precisa, o Governo mais desperdiça os fundos, que não são do Mário Centeno, não são para ficar na gaveta do Mário Centeno. São de todos os portugueses", disse.

Falhou ainda, argumentou, no objetivo de existir, até ao final da legislatura, os todos os portugueses terem médico de família, dado que há 750 mil portugueses que não o têm.

A Nuno Melo coube fazer o discurso mais europeu da tarde, embora não tenha esquecido nem António Costa, que considera o “verdadeiro” cabeça de lista do PS nas europeias, nem o “candidato formal”, Pedro Marques, depois de ver um cartaz de ambos à entrada de Marco de Canaveses com o ‘slogan’ “voto responsável”.

O candidato do CDS discorda e cita argumentos, desde os cinco candidatos do PS que foram governantes com José Sócrates, “responsável pela bancarrota do país” e da “entrada da ‘troika’” em Portugal ou ainda a baixa execução de fundos europeus.

Votar no PS é “votar em que trouxe o pior e o mais traumático tempo dos últimos anos”, “não é voto responsável”, concluiu.

E utilizou as estatísticas europeias para dizer que, desde 2016, Portugal “não converge com a média da União Europeia” e “já é o terceiro mais mais pobre” da UE.

+ notícias: Política

Pedro Filipe Soares diz que é necessário negociar com o Governo para "retirar informação e testar a exequibilidade das propostas”

Pedro Filipe Soares, líder parlamentar do Bloco de Esquerda, explica que é necessário negociar com o Governo novas medidas para minorar os efeitos sociais da atual crise e para “retirar informação e testar a exequibilidade das propostas” apresentadas pelo partido.

Pedro Filipe Soares diz que tensão com PS é um assunto "da arqueologia política"

Pedro Filipe Soares, líder parlamentar do Bloco de Esquerda, afirma que o partido não se interessa com a tensão com o PS e que o assunto é "da arqueologia política".

António Costa assina despacho de tolerância de ponto nos dias 09 e 13 no período da Páscoa

O primeiro-ministro assinou um despacho a conceder tolerância de ponto nos próximos dias 09 e 13, no período da Páscoa, a todos os trabalhadores que exercem funções públicas nos serviços da administração direta do Estado.

Atenção: este é um espaço público e moderado. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.