Americano cria copo que detecta presença de "drogas da violação"

Americano cria copo que detecta presença de "drogas da violação"
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Porto Canal

Uma ideia financiada por meio de financiamento colectivo pode ajudar a evitar casos com "droga de violação": copos e canudos que mudam de cor quando detectam a presença de drogas na bebida. Esse tipo de crime consiste em drogar a vítima sem que ela perceba, adicionando alguma substância entorpecente em sua bebida, deixando-a vulnerável a roubos ou violência sexual.

Em 2010, Mike Abramson, que hoje é o fundador da DrinkSavvy ("beba com consciência" em tradução livre), empresa que está a desenvolver os produtos, ficou a dormir após beber uma bebida numa festa de aniversário. Ele despertou sem se lembrar do ocorrido e, felizmente, sem nenhum ferimento.

As "rapes drugs" (drogas de violação), nome dado a drogas anestésicas ou sedativas utilizadas para dopar pessoas para depois violá-las ou roubá-las, não apresentam cor, sabor ou cheiro, sendo muito difíceis de detectar pelas vítimas. Por essa razão, Abramson teve a ideia de unir as substâncias capazes de acusar a presença dessas drogas com os próprios recipientes em que elas são colocadas. O projeto está sendo desenvolvido por ele, em parceria com John MacDonald, que tinha sido seu professor de química no Instituto Politécnico Worcester, nos Estados Unidos.

Em menos de dois meses de campanha no site IndieGogo, especializado neste tipo de financiamento, o DrinkSavvy ultrapassou os 50.000 dólares da meta de arrecadação, totalizando 52.089 dólares.

Os primeiros produtos serão enviados para as pessoas que contribuíram com a arrecadação no final de Novembro. No momento serão produzidos canudos, mexedores de bebidas e copos de plástico, mas a empresa pretende avançar para copos de vidro, garrafas e latas no futuro. Os produtos detectam os três tipos de rape drugs mais comuns: GHB (ácido gama-hidroxibutírico), cetamina e flunitrazepam.

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