FMI: Fundo quer mais medidas para reduzir endividamento de empresas e famílias

| Economia
Porto Canal / Agências

Bruxelas, 15 abr (Lusa) - O FMI defende que é preciso mais medidas para reduzir o elevado endividamento das empresas e famílias na zona euro, destacando o caso de países como Portugal, uma vez que é um obstáculo ao crescimento e estabilidade financeira.

Segundo o relatório de estabilidade financeira do Fundo Monetário Internacional (FMI), hoje divulgado, as políticas monetárias de estímulo à economia levadas a cabo pelo Banco Central Europeu (BCE) têm produzido efeitos e ajudado a reduzir a dívida pública em vários países da zona euro. No entanto, refere, o setor privado continua muito endividado e é preciso atuar sobre esse problema.

A instituição sediada em Washington, que já por várias vezes se mostrou preocupada com a significativa dívida acumulada pelas empresas e famílias, defende um "pacote mais completo de ações políticas para complementar as políticas monetárias acomodatícias [dos bancos centrais] e resolver o excesso de dívida no sector privado".

O FMI cita mesmo as projeções económicas que antecipam que a dívida bruta de empresas de países como Portugal, França, Itália, Espanha deverá continuar acima ou perto de 70% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020. Em Portugal e no Reino Unido, acrescenta, também se antecipa que a dívida das famílias continue acima da média das outras economias avançadas.

A instituição liderada por Christine Lagarde fala mesmo numa elevada correlação entre os países com maior nível de empréstimos malparados e aqueles onde as empresas estão mais endividadas, para defender a urgência de medidas sobre este problema.

IM // VC

Lusa/fim

+ notícias: Economia

Bruxelas elogia cortes "permanentes de despesa" anunciados pelo Governo

A Comissão Europeia saudou hoje o facto de as medidas anunciadas pelo primeiro-ministro se basearem em "reduções permanentes de despesa" e destacou a importância de existir um "forte compromisso" do Governo na concretização do programa de ajustamento.

Bruxelas promete trabalhar "intensamente" para conluir 7.ª avaliação

Bruxelas, 06 mai (Lusa) -- A Comissão Europeia está empenhada em trabalhar "intensamente" para terminar a sétima avaliação à aplicação do programa de resgate português antes das reuniões do Eurogrupo e do Ecofin da próxima semana, mas não se compromete com uma data.

Euribor sobe a três meses e mantém-se no prazo de seis meses

Lisboa, 06 mai (Lusa) -- A Euribor subiu hoje a três meses, manteve-se inalterada a seis meses e desceu a nove e 12 meses, face aos valores fixados na sexta-feira.