Suspensão de obras do metrobus no Porto mostra “respeito institucional", diz Filipe Araújo

Suspensão de obras do metrobus no Porto mostra “respeito institucional", diz Filipe Araújo
Foto: Pedro Benjamim | Porto Canal
| Porto
Porto Canal/Agências

O candidato independente ao Porto, Filipe Araújo, disse que a suspensão temporária das obras do metrobus mostra “respeito institucional” pela Assembleia Municipal, que aprovou uma deliberação a criticar a Metro por não ter colocado o projeto em consulta pública.

“Eu acho que, acima de tudo, esta atitude mostra que a Metro teve respeito institucional por aquilo que foi uma deliberação da Assembleia Municipal”, considerou Filipe Araújo à Lusa.

A 22 de setembro, a Assembleia Municipal do Porto aprovou um ofício em que manifestava a sua "profunda indignação" por aquilo que considerava um "inadmissível desrespeito" da administração da Metro pelo avanço da segunda fase do metrobus sem ter atendido aos pedidos feitos pelas forças políticas, nomeadamente que fosse promovido um período de consulta pública do projeto antes do final de setembro.

Filipe Araújo voltou a lamentar que o metrobus esteja a ser usado para campanha e disse não ter dúvidas de que “tudo vai ser usado para atirar areia aos olhos dos portuenses”, mas que depois de 12 de outubro “se calhar vai ser tudo um mar de rosas”.

“E isto revela o pior que existe em termos políticos, que é estarmos a sujeitar os portuenses a esperar meses e meses por uma coisa que está a ser usada para remesso político numa campanha eleitoral”, considerou.

O candidato, que é também o atual vice-presidente da autarquia, criticou novamente que os autocarros não estejam ainda a circular na parte da Avenida já adaptada nesse sentido e responsabilizou o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, e administração da empresa de transportes.

“ Acho que aquilo que eles [Metro do Porto] deviam fazer neste momento, fruto de uma obra que está há mais de um ano concluída, é tomarem todas as diligências possíveis e criarem todas as condições para que os autocarros comecem o quanto antes a servir a população”, acrescentou.

A presidência da empresa de transportes pertence, desde quarta-feira, a Emídio Gomes, apoiante de Pedro Duarte. Emídio substituiu Tiago Braga, que passou da administração da Metro do Porto (onde estava desde 2016) para a presidência em 2019, então nomeado pelo Governo do PS e cujo mandato foi renovado em 2022.

A Metro do Porto anunciou esta sexta-feira que decidiu fazer uma “paragem técnica temporária” da obra da segunda fase do metrobus, que arrancou em 22 de setembro.

As obras da segunda fase do metrobus arrancaram no corredor Bus dedicado da Avenida da Boavista, no troço compreendido entre a Rua Jorge Reinel (junto ao Colégio do Rosário) e a Avenida do Dr. Antunes Guimarães, e têm sido alvo de contestação, quer por parte de candidatos à presidência da Câmara do Porto, como por populares.

Está previsto que o metrobus ligue a Casa da Música à Praça do Império (em 12 minutos) e à Anémona (em 17), e os veículos do serviço serão autocarros a hidrogénio visualmente semelhantes aos do metro convencional, construídos por 29,5 milhões de euros, incluindo a infraestrutura de alimentação.

Os veículos já chegaram e a obra da primeira fase está concluída, mas o serviço ainda não está em funcionamento, sendo o canal da Avenida da Boavista atualmente utilizado por utilizadores de modos suaves de mobilidade, como bicicletas e trotinetes.

Concorrem à Câmara do Porto Manuel Pizarro (PS), Diana Ferreira (CDU - coligação PCP/PEV), Nuno Cardoso (Porto Primeiro - coligação NC/PPM), Pedro Duarte (coligação PSD/CDS-PP/IL), Sérgio Aires (BE), o atual vice-presidente Filipe Araújo (Fazer à Porto - independente), Guilherme Alexandre Jorge (Volt), Hélder Sousa (Livre), Miguel Corte-Real (Chega), Frederico Duarte Carvalho (ADN), Maria Amélia Costa (PTP) e Luís Tinoco Azevedo (PLS).

O atual executivo é composto por uma maioria de seis eleitos do movimento de Rui Moreira e uma vereadora independente, sendo os restantes dois eleitos do PS, dois do PSD, um da CDU e um do BE.

As eleições autárquicas realizam-se a 12 de outubro.

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