Câmara do Porto chama administração da Metro a reunião de executivo para analisar metrobus

Câmara do Porto chama administração da Metro a reunião de executivo para analisar metrobus
Foto: Pedro Benjamim | Porto Canal
| Porto
Porto Canal/Agências

A Câmara do Porto vai chamar o conselho de administração da Metro do Porto para uma reunião de executivo em janeiro, para analisar a situação do metrobus e outros projetos da empresa de transportes, segundo proposta esta quarta-feira aprovada.

Uma proposta de realização de uma reunião pública extraordinária com o classificado como “representante da Câmara do Porto na Administração da Metro”, Gonçalo Mayan Gonçalves, e a presidente da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP), Cristina Pimentel, foi levada à reunião de executivo desta quarta-feira pelo vereador único do Chega, Miguel Corte-Real, mas por uma “questão de formalismos” não foi votada e vai ser reformulada para ser um requerimento feito ao presidente da autarquia.

“Eu tive algumas dúvidas quanto ao agendamento da moção por uma razão estritamente formal, porque o nosso regimento prevê uma metodologia para a convocação de reuniões extraordinárias e não está previsto que seja o própria órgão a convocar (...) é através de um requerimento enviado ao presidente da câmara”, explicou o presidente da autarquia, Pedro Duarte.

O autarca ressalvou junto dos vereadores que não existe nenhum representante do município na administração da empresa de transportes e, “para não convocar alguém com um estatuto que não tem”, sugeriu convidar todo o conselho de administração a uma reunião que não será extraordinária, mas que terá na agenda o tema solicitado.

“Eu vou convidar, naturalmente, a administração da Metro. Mesmo que não venham, faremos uma reunião entre nós - mas não tenho dúvidas que aceitarão. Eu não convoco a administração, eu convido”, acrescentou.

Pelo Chega, Miguel Corte-Real aceitou a transformação da moção num requerimento enviado ao presidente, uma vez que o objetivo é “resolver aquele que é um problema que afeta as pessoas”.

Já o vereador do PS Manuel Pizarro alertou que colocar este ponto numa reunião ordinária poderá não ser o suficiente, uma vez que “seria necessário duas ou três horas para discutir os projetos da Metro do Porto”, alertando que, para além do metrobus, é necessário falar dos atrasos na construção das linhas Rosa e Rubi.

O socialista questionou ainda o presidente do município sobre o arranque da primeira fase do metrobus e Pedro Duarte garantiu que está a trabalhar com a Metro do Porto e que em janeiro será apresentada “uma solução para este problema”.

A obra da primeira fase do metrobus, entre a Casa da Música e a Praça do Império, está concluída desde o verão de 2024 e as obras da segunda fase, suspensas pela nova administração da Metro do Porto em outubro, recomeçaram em 3 de novembro na Avenida da Boavista, entre o Colégio do Rosário e a Fonte da Moura.

Um mês antes, a Metro do Porto tinha decidido fazer uma “paragem técnica temporária” da obra desta segunda fase do metrobus.

As obras da segunda fase do metrobus arrancaram em 22 de setembro, no corredor bus dedicado da Avenida da Boavista, no troço compreendido entre a Rua Jorge Reinel e a Avenida do Dr. Antunes Guimarães, e foram alvo de contestação, quer por parte de candidatos à presidência da autarquia, quer por populares, nomeadamente quanto ao abate de árvores.

Aquando do avanço da empreitada, a empresa era liderada por Tiago Braga, que foi entretanto substituído por Emídio Gomes, ex-reitor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Há pouco mais de duas semanas, Pedro Duarte disse que a Câmara do Porto já tinha recebido a versão final do memorando de entendimento necessário ao funcionamento do metrobus, sendo a assinatura do documento “uma questão de dias”.

A circulação do metrobus está dependente da assinatura deste memorando de entendimento, que é quadripartido entre o Estado, a Câmara do Porto, a Metro do Porto e a STCP.

O metrobus do Porto será um serviço de autocarros a hidrogénio que ligará a Casa da Música à Praça do Império e à Anémona (na segunda fase) em 12 e 17 minutos, respetivamente.

O conjunto dos veículos e do sistema de produção de energia custaram 29,5 milhões de euros. Já a empreitada do metrobus custa cerca de 76 milhões de euros.

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