Luz ao fundo do túnel para o CACE Cultural do Porto

Luz ao fundo do túnel para o CACE Cultural do Porto
| Porto
Ana Francisca Gomes

A ‘Go Porto’ vai lançar no primeiro trimestre de 2024 o concurso para o CACE Cultural do Porto. A decisão da empresa municipal é conhecida dois anos depois de a Câmara do Porto ter anunciado o projeto.

Em julho de 2021, durante uma reunião de executivo, a autarquia anunciou novos projetos para os seus terrenos na Antiga Central Eléctrica do Freixo. Na nave principal do edifício iria nascer uma extensão do Museu do Porto, seriam criados ateliers, espaços de ensaios e ainda uma ‘blackbox’ que, segundo a autarquia, seria gerida futuramente em ligação com a atividade cultural do projeto Matadouro. No entanto, e apesar de as obras no Matadouro decorrerem a bom ritmo, a empreitada no CACE ainda não começou. O arranque das obras de reabilitação, previstas para o início de 2022, não chegaram sequer ao papel. E o final de 2023 estava apontado como data de conclusão.

“Está previsto o lançamento do concurso público para a empreitada do Museu Cace no primeiro trimestre de 2024 e estimativa de início da empreitada no final do ano.”, confirmou a Câmara do Porto ao Porto Canal.

O projeto do CACE, que já havia sido contemplado no Orçamento Municipal para 2023, vigora agora novamente no documento para 2024, aprovado na reunião de executivo desta segunda-feira. “A GO Porto tinha ambição de lançar o concurso para esta empreitada até ao final de 2023, visto que já se encontra ultimado o seu projeto de execução. No entanto, a revisão de projeto passou a ser uma etapa obrigatória do procedimento, segundo o Tribunal de Contas, o que impactou o cronograma deste projeto”, esclarece a autarquia.

A apresentação desta vontade, em 2021, foi acompanhada por um orçamento de 2,5 milhões de euros para um projeto assinado pelo arquiteto Guilherme Machado Vaz. Mas a obra custará, segundo dados disponibilizados no Orçamento Municipal deste ano, 4,250 milhões de euros. Tal discrepância, segundo a autarquia, deve-se a um orçamento inicial onde “apenas estava considerada uma estimativa orçamental genérica”.

A autarquia esclarece que apenas “após a elaboração dos projetos de arquitetura e especialidades é que se pode aferir o valor do mesmo. Neste atual orçamento estão incluídos além do valor da empreitada, também serviços conexos, tais como fiscalização, projeto, revisão de projeto, entre outros.”

“Também se deverá ter em conta, além das alterações referidas no ponto anterior, maiores custos provocados pela inflação de preços de materiais e mão-de-obra decorrentes da inflação/COVID/guerras, que, em função do tempo decorrido, originaram um aumento de preço global”, realça a Câmara do Porto.

O projeto inicialmente anunciado mantém-se o mesmo, garante o município, ressalvando que no “desenvolvimento do projeto houve algumas alterações e necessidades que foram, entretanto, consideradas, tais como a construção de um novo PT (posto de transformação) e uma ampliação da área de arranjo exteriores”.

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