Divisões na AMP: Eduardo Vítor Rodrigues defende Rui Moreira
Inês Veloso Durães
O Presidente da Área Metropolitana do Porto saiu em defesa de Rui Moreira, depois do Presidente da Câmara do Porto ter dito que os municípios mais pequenos não têm uma visão "metropolitana" dos fundos europeus.
“Acho que a Área Metropolitana do Porto tem sido gerida com muita equidade, muita tranquilidade”, começa por afirmar Eduardo Vítor Rodrigues. “Se uma parte importante dos fundos comunitários deste atual quadro comunitário foram distribuídos numa lógica tão solidária, como facilmente se demonstra que nunca aconteceu, isso deveu-se muito ao Presidente Rui Moreira, que teve esta perspetiva de solidariedade de abdicar de uma parte dos seus recurso, como Gaia e Matosinhos abdicaram, para ajudar os territórios do interior. É esta solidariedade e esta interdependência. Agora, temos de fazer isto usando o critério para tudo – quando é para pagar e quando é para receber”, continua.
Os autarcas da Trofa e de Arouca já se pronunciaram sobre as declarações de Rui Moreira. A Presidente do Município de Arouca lembra que os territórios rurais não são territórios de segunda. Já o Presidente da Câmara Municipal da Trofa critica o posicionamento do autarca de Vila Nova de Gaia.
Também a ministra da Coesão Territorial já se pronunciou ao afirmar que cabe à AMP capacitar-se para apoiar os municípios de menor dimensão. Mas Eduardo Vítor Rodrigues discorda ao afirmar que “não é o Porto nem Vila Nova de Gaia que vão resolver o problema de Arouca. São as políticas públicas do Estado. Depois, nós fazemos a nossa parte, numa lógica subsidiária.”
O Presidente da Área Metropolitana do Porto Lembra ainda que, nos últimos quase oito anos, foram várias as decisões tomadas por unanimidade e diz que a diversidade na AMP também resulta em várias potencialidades.
