Empresários do Minho "prescrevem terapia" para problemas das empresas da região

Empresários do Minho "prescrevem terapia" para problemas das empresas da região
| Norte
Porto Canal/Agências

A Associação Empresarial do Minho (AEMinho) defendeu cinco medidas para criar um “ambiente mais competitivo e mais ágil” para as empresas da região, que classificou como “um motor silencioso, mas decisivo, do crescimento do país”.

Em comunicado, a AEMinho especificou que aquelas medidas passam, desde logo, pela competitividade fiscal, traduzida num regime mais simples, automático e previsível, com incentivos ao reforço de capitais próprios e a projetos estratégicos de inovação, digitalização e internacionalização.

A qualificação da força de trabalho (com programas de requalificação rápida e fortalecimento do ensino profissional) e a simplificação administrativa (com a criação de um verdadeiro balcão único digital para empresas, a eliminação de procedimentos redundantes e a definição de prazos máximos para decisões administrativas) são outras das medidas propostas.

A associação propõe ainda modernização do mercado do trabalho (com um modelo que equilibre flexibilidade e segurança procure conciliar competitividade com proteção social) e a aceleração do investimento (com a definição de prazos legais curtos e vinculativos, a criação de vias rápidas para projetos estratégicos e a integração de entidades num processo digital único com um gestor de processos responsável).

“No Minho, estas medidas não são uma abstração técnica, são uma necessidade real, sentida diariamente por um tecido empresarial diverso, resiliente e profundamente enraizado na economia nacional”, refere.

A associação acrescenta que as empresas minhotas, da indústria à tecnologia e da exportação à inovação, têm sido “um motor silencioso, mas decisivo, do crescimento do país”.

“É precisamente por essa diversidade, pela sua capacidade de adaptação e pelo peso efetivo que representam no produto interno bruto (PIB) nacional, que o Minho assume hoje, com responsabilidade, o papel de um verdadeiro farol económico do Norte, iluminando caminhos que podem, aliás devem, ser seguidos à escala nacional”, lê-se ainda no comunicado.

Neste contexto, a AEMinho não apenas identifica problemas, mas também propõe soluções concretas, “com a convicção de que aquilo que é bom para o Minho é, em grande medida, bom para Portugal”.

“Ao defender um ambiente mais competitivo, mais ágil e mais preparado para o futuro, a região está também a afirmar-se como um território de ambição, capaz de liderar pelo exemplo e de contribuir ativamente para um país mais dinâmico, mais produtivo e mais justo”, remata.

As cinco medidas foram apresentadas pela AEMinho numa visita ao Parlamento, que incluiu encontros com as bancadas parlamentares do CDS, PS e Chega, bem como com o presidente da Assembleia da República.

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