Concessão do Coliseu cai por terra. “Continua a ser de todos os portuenses”, salienta Rui Moreira

Concessão do Coliseu cai por terra. “Continua a ser de todos os portuenses”, salienta Rui Moreira
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A Área Metropolitana do Porto (AMP) aprovou esta sexta-feira, por unanimidade, a comparticipação nas obras de reabilitação do Coliseu do Porto. O apoio deverá ascender a dois milhões de euros, evitando a concessão da mítica sala de espetáculos da Invicta. Rui Moreira realçou, esta segunda-feira, após a reunião de executivo da Câmara do Porto, que estas são “boas notícias”. “Era o que todos nós queríamos e, assim, continua a ser um equipamento de todos os portuenses”, reforçou.

A intervenção contará com uma verba, no âmbito do Portugal 2030, mantendo o Coliseu na esfera pública, sem ter que se recorrer à solução da concessão.

“Julgo que, de facto, se encontrou aqui um consenso suficiente. Há ainda uma outra questão que é a componente nacional. Como sabem, ao contrário do PRR, o Portugal 2030 não paga tudo. Relativamente à componente nacional, o município do Porto cá estará para pagar a sua parte”, frisa o edil da Invicta.

“Estas eram as condições que nós sempre tínhamos colocado para não haver concessão, portanto são boas notícias porque voltamos ao plano A, que era o plano que nós sempre tínhamos dito. Desde que houvesse fundos iríamos a jogo”, reiterou Rui Moreira, mostrando-se agradado com o desfecho do processo.

“Continuará a ser a Associação Amigos do Coliseu a operar o Coliseu que era o que todos nós queríamos e continua a ser um equipamento de todos os portuenses”, acrescenta.
A participação decorre da condição da Área Metropolitana do Porto (AMP) enquanto associado da Associação Amigos do Coliseu, que conta ainda com o Ministério da Cultura e a Câmara do Porto.

"Dessa forma, fica respeitada a vontade do presidente da Câmara do Porto [Rui Moreira], e a vontade acho que de toda a região, que preferiria ter o equipamento no âmbito público do que num âmbito concessionado", disse o presidente da AMP e autarca de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, na passada sexta-feira.

O bloco, na pessoa do vereador Sérgio Aires, não escondeu a admiração com o fim da possibilidade de concessão, relembrando que Rui Moreira sempre disse que não havia outra solução sem ser a concessão do coliseu a privados.

Já a eleita pela CDU, Ilda Figueiredo, relembra que o partido sempre foi contra a concessão. “Ainda bem que se está novamente a chegar a um consenso de haver uma participação da câmara nas obras”, referiu.

Alberto Machado do PSD diz que o partido estava na expectativa - positiva - que a AMP votasse favoravelmente na participação nas obras ao Coliseu.

Já o socialista Tiago Barbosa Ribeiro vê com bons olhos que se possa recorrer a fundos para reabilitar a parte do Coliseu que necessita de obras mais urgentes, relembrando que há partes do edifício por onde entra água.

No dia 9 de outubro, o presidente da Associação Amigos do Coliseu do Porto, Miguel Guedes, anunciou que as obras mais imediatas de substituição do telhado do edifício iriam arrancar em novembro e ser concluídas em janeiro.

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