Câmara de Espinho quer traçado de alta velocidade que reduza habitações a demolir

Câmara de Espinho quer traçado de alta velocidade que reduza habitações a demolir
| Norte
Porto Canal/Agências

A Câmara de Espinho apresentou à população e à Infraestruturas de Portugal (IP) um traçado ferroviário que reduz de nove para cinco as demolições habitacionais necessárias à futura Linha de Alta Velocidade (LAV ou TGV), revelou esta quinta-feira a autarquia.

Fonte oficial desse concelho do distrito de Aveiro e da Área Metropolitana do Porto disse que "ficou evidente que o traçado mais consensual - e que será, muito provavelmente, aquele que avançará - afetará diretamente apenas nove habitações em todo o concelho".

A mesma fonte adiantou, contudo, que "existe a possibilidade de, durante a elaboração do projeto de execução, esse número [de demolições] ser reduzido para cinco habitações, conforme as sugestões de alteração apresentadas pelo município de Espinho".

Com vista a minimizar o impacto social da obra, a autarquia liderada por maioria socialista disponibilizou-se ainda para "ceder terrenos municipais" que permitam a relocalização próxima das famílias que tenham que vir a ser desalojadas devido às referidas demolições.

Na quarta-feira, o vice-presidente da IP referiu ter estado numa sessão naquele município do distrito de Aveiro, assegurando que "a solução que tudo indica que será aprovada, porque é a solução que claramente tem menos impactos, implica cerca de nove afetações de habitações".

Porém, Carlos Fernandes estimou que "cinco dessas nove habitações" podem, na fase seguinte de projeto, deixar de ser afetadas, ficando apenas quatro habitações atingidas pela linha.

O projeto de Alta Velocidade Lisboa - Porto, com um custo estimado de cerca de 4,5 mil milhões de euros, prevê uma ligação entre as duas cidades numa hora e quinze minutos, com paragem possível em Leiria, Coimbra, Aveiro e Vila Nova de Gaia.

O percurso será construído em via dupla e bitola ibérica (com largura de 1.668 milímetros), o que, juntamente com caminhos de serviço para manutenção e acessos para proprietários, implicará a desocupação de uma faixa longitudinal de terreno com largura estimada em 25 metros.

Em 19 de junho, as freguesias de Anta e Guetim, em Espinho, revelaram estar contra a solução “desproporcional” e “inaceitável” da IP para o troço da linha de Alta Velocidade no concelho.

O desenvolvimento de projeto e construção da primeira fase (Porto-Soure) está previsto para os intervalos entre 2024 e 2028, e o Soure-Carregado (a ligação a Lisboa terá desenvolvimento posterior) entre 2026 a 2030.

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