Oceanos: Guterres diz que todos devem pressionar autoridades, empresas e comunidades

| País
Porto Canal / Agências

Lisboa, 27 jun 2022 (Lusa) -- O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, apelou hoje para que toda a gente pressione os governos e autoridades regionais, empresas e comunidades para a urgência de salvar os oceanos.

"Que todos pressionem os seus governos, os municípios, as empresas em que trabalham, as comunidades e as sociedades para dizer que resgatar os oceanos é essencial", disse Guterres aos jornalistas durante uma pausa na conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos, que decorre em Lisboa.

"Temos de acordar as pessoas, pressionar os decisores para garantir que somos capazes de resgatar os oceanos", insistiu o secretário-geral da ONU, que tinha ao seu lado o Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, e Uhuru Kenyatta, Presidente do Quénia, país com o qual Portugal partilha a organização desta conferência.

Já na abertura da conferência, perante os representantes de mais de 140 países, Guterres tinha defendido ser preciso "acordar" e "mobilizar" a sociedade para pressionar e assim tomar medidas face à "emergência dos oceanos".

"Temos de mudar a maré" é preciso "passar a ter uma gestão sustentável" para combater "a emergência dos oceanos" afirmou, apelando ao investimento em economias sustentáveis que podem ajudar a produzir seis vezes mais alimentos e 40 vezes mais energias renováveis do que se consegue atualmente.

Mais de 7.000 pessoas, incluindo mais de 20 chefes de Estado e de Governo, participam a partir de hoje em Lisboa na segunda Conferência dos Oceanos das Nações Unidas, o maior evento de sempre dedicado ao tema.

Juntamente com milhares de jovens, líderes de empresas, cientistas e representantes da sociedade civil, propõem-se a apresentar soluções para enfrentar eficazmente os desafios que os oceanos enfrentam.

Além das sessões plenárias, haverá oito Diálogos Interativos que vão abordar a poluição marinha, como minimizar a acidificação, desoxigenação e aquecimento dos oceanos e como promover o fortalecimento sustentável de economias a eles ligadas.

ANP // PAL

Lusa/fim

+ notícias: País

Futura sede da TAP pode vir a custar 3,8 milhões/ano. Pilotos criticam mudança

O sindicato dos Pilotos da Aviação Civil acusou, esta quinta-feira, a gestão da TAP de “desperdiçar” as receitas do verão com “milhões de erros” cometidos ao longo do ano. Um deles é, segundo a estrutura sindical, o “gasto desnecessário com a mudança da sede da empresa do Aeroporto de Lisboa para o Parque das Nações. Um dos edifícios na mira da companhia aérea nacional tem uma renda anual de quase 4 milhões de euros.

Vida e obra de Luís Ferreira Alves: o pioneiro na fotografia de arquitetura em Portugal

Luís Ferreira Alves, pioneiro na fotografia de arquitetura em Portugal, impulsionou a evolução desta arte desde a década de 80, acarinhado e reconhecido no meio, morreu em Julho aos 84 anos.

Sindicato dos Pilotos da Aviação acusa a TAP de "milhões de erros" 

O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil acusa a TAP de desperdiçar as receitas do verão com milhões de erros ao longo ano. Entre os principais problemas apontados pela estrutura está a contratação externa de serviços a várias companhias áreas, num valor superior a 200 milhões de euros.