Autarca de Barcelos afirma que Estado lucra com salários repostos na administração local

| Política
Porto Canal / Agências

Barcelos, 04 jun (Lusa) - O vice-presidente da Câmara de Barcelos, Domingos Pereira, afirmou hoje que, no que respeita aos trabalhadores da administração local, o Governo "pode esfregar as mãos de contente" com o chumbo do Tribunal Constitucional aos cortes salariais dos funcionários públicos.

"Os municípios é que suportarão integralmente a reposição dos salários e o Orçamento do Estado vai ficar com mais dinheiro arrecadado, porque a receita dos impostos será naturalmente maior", disse o autarca socialista à Lusa.

Domingos Pereira, responsável pela gestão financeira da Câmara de Barcelos, lembrou que são os municípios que pagam os salários dos seus trabalhadores.

"Ao serem repostos os salários, o IRS, a ADSE e a Segurança Social vão incidir sobre um valor maior, ou seja, vai entrar mais dinheiro nos cofres do Estado", referiu.

Domingos Pereira disse que "o grande alarido" que o Governo tem feito sobre as repercussões do chumbo do Tribunal Constitucional pode ser "uma falácia".

"No caso dos trabalhadores da administração local, o Governo pode esfregar as mãos de contente, porque só ganha com a reposição dos salários", enfatizou.

Disse ainda que os funcionários públicos "pouco ganharão" com a reposição dos salários, havendo mesmo casos em que passarão a receber menos.

Deu como exemplo uma funcionária da Câmara de Barcelos, que em 2013 recebeu de subsídio de férias 1.456 euros e que este ano, já com a reposição imposta pelo tribunal, verá entrar na conta menos um euro.

A Câmara de Barcelos processou hoje mesmo os subsídios de férias, já com a reposição dos salários decretada pelo Tribunal Constitucional.

VCP // JGJ

Lusa/fim

+ notícias: Política

Seguro agradece a Marcelo e promete ser "Presidente de Portugal inteiro"

O novo chefe de Estado, António José Seguro, agradeceu ao seu antecessor a dedicação a Portugal e prometeu ser o "Presidente de Portugal inteiro", expressando respeito pela pluralidade do parlamento e assegurando-lhe cooperação institucional.

Negociação da legislação laboral termina sem acordo

O presidente da CIP, Armindo Monteiro, disse em declarações à RTP Notícias que as negociações sobre o pacote laboral terminaram sem acordo e responsabilizou a UGT pela ausência de um entendimento.

António José Seguro é oficialmente Presidente da República, já prestou juramento sobre a Constituição

António José Seguro prestou juramento sobre a Constituição da República Portuguesa esta segunda-feira, perante o parlamento, na sessão solene de tomada de posse do Presidente da República.