Info

Covid-19: Mais de 800 enfermeiros responderam ao apelo para reforçar linha SNS24

| País
Porto Canal com Lusa

Lisboa, 16 mar 2020 (Lusa) - Mais de 800 enfermeiros responderam ao apelo da Ordem dos Enfermeiros (OE) para reforçar o atendimento da linha SNS24 face à pandemia da Covid-19, anunciou hoje aquela entidade profissional.

"Na sequência do apelo da OE, em articulação com o Ministério da Saúde e com o operador privado que gere a linha SNS24, mais de 800 enfermeiros disponibilizaram-se para reforçar a linha de apoio aos cidadãos para fazer face à epidemia do Covid-19", referiu a Ordem em comunicado.

Destes 800 enfermeiros, foram já enviadas várias listagens, num total de 600 nomes de profissionais, para a tutela e para a operadora Altice.

"Da parte da Ordem, foi cumprido o que foi solicitado, neste processo de grande colaboração próxima com todas as entidades competentes, e ao qual os enfermeiros, mais uma vez, deram uma resposta inequívoca, com o seu espírito de missão que a Ordem sublinha e enaltece", afirma a OE.

No entanto, adverte, para que "todos aqueles que estão disponíveis para reforçar a linha o possam fazer efetivamente, é necessário que a tutela aprove essas contratações".

A Ordem dos Enfermeiros explica que este é "um processo de cooperação entre todas as entidades", cabendo à OE divulgar o apelo entre os enfermeiros, recolher os dados e remetê-los às entidades competentes.

A contratação é da responsabilidade da tutela, em articulação com o operador privado que gere a linha de apoio, sublinha.

Na passada sexta-feira, a secretária de Estado Adjunta e da Saúde, Jamila Madeira, anunciou que a Linha SNS24 (808 24 24 24) passou a contar desde esse dia com mais 112 enfermeiros e com capacidade para atender 1.200 chamadas em simultâneo.

Jamila Madeira acrescentou na altura que estava a ser trabalhado um aumento para 1.500 chamadas em simultâneo.

A Direção-Geral da Saúde elevou hoje para 331 o número de infetados pelo novo coronavírus, mais 86 do que os contabilizados no domingo, dos quais 192 estão a recuperar em casa e 139 estão internados, 18 dos quais em Unidades de Cuidados Intensivos

Segundo a DGS, há três casos recuperados.

O Governo declarou na sexta-feira o estado de alerta no país, colocando os meios de proteção civil e as forças e serviços de segurança em prontidão.

Entre várias medidas para conter a pandemia, o Governo suspendeu as atividades letivas presenciais em todas as escolas a partir de hoje, e impôs restrições em estabelecimentos comerciais e transportes.

Os governos regionais da Madeira e dos Açores decidiram impor um período de quarentena a todos os passageiros que aterrarem nos arquipélagos, enquanto o Governo da República desaconselhou as deslocações às ilhas.

Já tinham sido tomadas outras medidas em Portugal para conter a pandemia, como a suspensão das ligações aéreas com a Itália, o país da Europa mais afetado.

A nível global, o coronavírus responsável pela pandemia da Covid-19 infetou cerca de 170 mil pessoas, das quais 6.500 morreram.

Das pessoas infetadas em todo o mundo, mais de 75 mil recuperaram da doença.

O surto começou na China, em dezembro, e espalhou-se por mais de 140 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.

HN // PNG

Lusa/Fim

+ notícias: País

Mais 927 casos de Covid-19 e mais três mortes nas últimas 24h em Portugal

Portugal regista hoje mais 927 casos confirmados de infeção com o coronavírus SARS-CoV-2, três mortes associadas à covid-19 e nova descida nos internamentos em enfermaria e nos cuidados intensivos, segundo dados da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Fenprof e FNE convocam greve nacional de professores para 05 de novembro

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) e a Federação Nacional da Educação (FNE) anunciaram hoje que vão convocar uma greve nacional de professores para o dia 05 de novembro, uma semana antes da greve nacional da função pública.

Atenção: este é um espaço público e moderado. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

RELACIONADAS

DESCUBRA MAIS