Mais de dois terços de 177 países têm negativa no Índice de Corrupção

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Porto Canal / Agências

Mais de dois terços dos 177 países analisados no Índice de Corrupção Percecionada (ICP) deste ano têm uma nota negativa, anunciou hoje a organização Transparência Internacional.

"Mais de dois terços dos 177 países analisados no índice deste ano têm menos de 50 pontos, numa escala em que zero revela um país percecionado como altamente corrupto, e 100 um país percecionado como muito transparente", escrevem os autores da análise que junta indicadores de 13 relatórios, elaborados por organizações tão distintas como o Banco Mundial, a Economist Intelligence Unit, o Banco Africano para o Desenvolvimento ou a Fundação Bertelsmann.

O relatório deste ano, que tem na Dinamarca e na Nova Zelândia, com 91 pontos em 100 possíveis, os países percecionados como menos corruptos e, no outro lado da lista, o Afeganistão, a Coreia do Norte e a Somália, com apenas 8 pontos, "demonstra que todos os países ainda enfrentam a ameaça da corrupção em todos os níveis de governo, desde a emissão de licenças locais, até à aplicação de leis e regulamentos", disse a líder da Transparência Internacional, Huguette Labelle.

Mesmo os países mais 'limpos' enfrentam desafios como "a captura do Estado, o financiamento de campanhas e a supervisão de contratos públicos", que continuam a ter "grandes riscos de corrupção", acrescenta a responsável na nota de imprensa que acompanha o índice, que não comenta os resultados dos países, apenas os organiza num 'ranking' tendo em conta a sua pontuação.

O ICP é baseado na opinião de peritos na área da corrupção do setor público, lê-se nos documentos de suporte ao próprio índice, que explicam também que "o resultado de um país ou território indica o nível de corrupção percecionada numa escala de 0 a 100, em que 0 significa que o país é percecionado como altamente corrupto, e 100 que um país é muito limpo".

Por outro lado, "o ranking de um país indica a sua posição relativamente aos outros países ou territórios incluídos no índice, e pode mudar simplesmente porque o número de países incluído no índice muda".

Na edição deste ano, os países onde houve melhoramentos mais significativamente percionados foram o Brunei, Laos, Senegal, Nepal, Estónia, Grécia, Lesoto e Lituânia, equanto que os que mais pioraram foram a Síria, a âmbia, a Guiné Bissau, a Líbia, o Maili e Espanha, entre outros.

Espanha, aliás, teve uma significativa descida, piorando de 65 pontos para 59, o que lhe valeu uma descida no ranking, de 30º para 40º.

A China, por seu turno, piorou um ponto, de 39 para 40, mas manteve-se no mesmo lugar do ranking: 80º.

Entre os países lusófonos, só Angola conseguiu melhorar a sua pontuação, de 22 para 23 pontos numa escala de 0 a 100, avançando quatro posições no ranking: de 157º para 153º.

Apesar disso, continua a ser o terceiro país lusófono com maior corrupção percecionada, só atrás da Guiné Bissau (que piorou de 24 pontos para 19) e da Guiné Equatorial, que pretende a adesão formal à Comunidade de Países Lusófonos.

A lista da corrupção percecionada é completada por Moçambique e Timor-Leste, ambos com 30 pontos (sendo que Moçambique piora um ponto e Timor três pontos face ao ano passado), São Tomé e Príncipe e Brasil, os dois com 42 pontos, e Cabo Verde (58) e por Portugal (62 pontos, menos um que no ano passado), que tem a melhor classificação entre os lusófonos em termos de ranking: está no 33º lugar.

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