Info

Maioria dos blocos cirúrgicos encerrados no Porto devido à greve dos enfermeiros

| Norte
Porto Canal com Lusa

A greve dos enfermeiros obrigou esta quarta-feira ao encerramento da “grande maioria” dos blocos cirúrgicos dos grandes hospitais do distrito Porto, estando, nalguns casos, a funcionar apenas “as salas de resposta às situações de urgência”, disse fonte sindical.

Atualizado 11-10-2018 12:37

Em declarações à Lusa, Fátima Monteiro, dirigente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, citou o caso dos hospitais de Vila Nova de Gaia e Padre Américo, em Penafiel, onde “estão encerradas as cirurgias programada e de ambulatório”.

No Hospital de São João, segundo Fátima Monteiro, “das 12 salas, dez estão encerradas, incluindo os blocos de oftalmologia, estomatologia, neurocirurgia e cirurgia torácica. Só estão a funcionar duas salas e uma é das urgências”.

“Na Póvoa de Varzim também só se realizam cirurgias de urgência e no Santo António, no Porto, das 19 salas, 14 estão encerradas”, disse, considerando que o encerramento das salas e consequente adiamento de cirurgias programadas é “uma situação transversal à maioria dos hospitais”.

A dirigente do SEP considera que a adesão dos enfermeiros, que “deve rondar os 80%, reflete bem o descontentamento destes profissionais”.

Em seu entender, “o adiamento da reunião [com o Governo] de 04 para 12 de outubro é inaceitável e provoca nos enfermeiros um sentimento de falta de respeito por parte do ministério”.

“Os enfermeiros não vão de ânimo leve para a greve, fazem-na porque o Governo os empurra, ao não dar resposta aos seus problemas, que são implicitamente também muitos dos problemas do Serviço Nacional de Saúde, nomeadamente a carência de enfermeiros”, referiu.

Para Fátima Monteiro, “a não valorização das suas carreiras leva à desmotivação, com consequências também no dia a dia da prestação de cuidados”.

“Esperemos que o Governo não adie de novo a reunião e não torne a empurrar os enfermeiros para a greve. Depende do Governo a continuidade deste protesto ou não, se tiver resposta aceitável para resolver o problema dos enfermeiros, logicamente os sindicatos dos profissionais de enfermagem saberão avaliar e suspender a greve, se for o caso”, acrescentou.

Os enfermeiros iniciaram hoje o primeiro de seis dias de greve para exigir ao Governo que apresente uma nova proposta negocial da carreira de enfermagem que vá ao encontro das expectativas dos profissionais e dos compromissos assumidos pela tutela.

Com início às 08:00, a greve realiza-se hoje exclusivamente nos hospitais (blocos operatórios e cirurgia de ambulatório) e na quinta-feira em todas as instituições de saúde do setor público que tenham enfermeiros ao serviço, segundo o pré-aviso de greve.

A paralisação nacional repete-se nos dias 16, 17, 18 e 19 de outubro, dia em que está marcada uma manifestação em frente ao Ministério da Saúde, em Lisboa, para exigir do Governo o cumprimento dos compromissos que assumiu mo processo negocial de 2017.

Os sindicatos exigem a revisão da carreira de enfermagem, a definição das condições de acesso às categorias, a grelha salarial, os princípios do sistema de avaliação do desempenho, do regime e organização do tempo de trabalho e as condições e critérios aplicáveis aos concursos.

A greve é convocada pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), pelo Sindicato dos Enfermeiros da Região Autónoma da Madeira (SERAM), pelo Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (SINDEPOR) e pela Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros (ASPE).

+ notícias: Norte

Greve do Metro do Porto desconvocada após acordo

A greve na Metro do Porto, marcada para os dias 17 e 31 de dezembro, foi desconvocada depois de a empresa ter chegado a acordo com o Sindicato dos Maquinistas de Caminho-de-Ferro, anunciou hoje aquela estrutura.

Reclusos de Paços de Ferreira provocaram desacatos contra greve dos guardas prisionais

Os reclusos do Estabelecimento Prisional de Paços de Ferreira provocaram hoje de manhã desacatos em protesto contra o incumprimento dos serviços mínimos decretados para a greve dos guardas prisionais, avançou à Lusa a Associação de Apoio ao Recluso.

Familiares dos reclusos da Custóias contestam os horários das visitas de natal

Os familiares dos reclusos da Custóias protestaram esta quarta-feira à tarde junto ao estabelecimento prisional. Em causa estão as visitas e o almoço no dia de Natal que estão comprometidas devido à greve dos guardas prisionais.

Atenção: este é um espaço público e moderado. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.