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Verdes exigem regresso do corpo de Guardas Florestais

| Política
Porto Canal com Lusa

Lisboa, 12 out (Lusa) -- O Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV) defendeu hoje o regresso do corpo de Guardas Florestais, no próximo ano, para ajudar a dar resposta à prevenção dos fogos florestais no país.

A posição foi assumida pela deputada do PEV Heloísa Apolónia, num primeiro comentário ao relatório da comissão técnica independente às causas dos incêndios de junho, na região centro.

Os Verdes salientam ainda o facto de a comissão concluir que o incêndio em Pedrógão Grande decorreu de um "fenómeno real de alterações climáticas" e que a resposta "tem que ter em conta essa realidade".

Por outro lado, realçam que o relatório técnico hoje tornado público aponta também para as "manchas contínuas de eucalipto", que o PEV quer reduzir, e que "fazem com que os fogos se propaguem de uma forma mais intensa".

Heloísa Apolónia acrescentou ser "fundamental apostar numa faceta de prevenção" quanto ao ordenamento florestal, apontando ainda à carência de meios para o fazer.

Daí esperar que seja possível retomar o corpo de Guardas Florestais e que seja possível garantir meios financeiros para isso no próximo Orçamento do Estado de 2018.

O PEV alega que leu o relatório "na diagonal" e que se se provar que existem responsabilidades do Estado, este tem de as assumir.

"Se o Estado tem responsabilidade direta, deve de assumir essa responsabilidade", afirmou Heloísa Apolónia, dizendo que o Governo "não deve deixar de prestar o apoio aos cidadãos".

A comissão técnica independente apresentou hoje, no parlamento, o relatório sobre os incêndios que começaram em Pedrógão Grande, distrito de Leiria, a 17 de junho, e se propagaram a concelhos limítrofes nos dias seguintes e fizeram 64 mortos e mais de 200 feridos.

No relatório, os peritos apontam falhas ao comando operacional, no combate ao fogo, nas primeiras horas, e admite que deveria ter sido dada ordem de retirada de moradores nas zonas envolventes ao incêndio.

O fogo que deflagrou em Pedrógão Grande no dia 17 de junho só foi extinto uma semana depois, tal como o incêndio que teve início em Góis.

Os dois fogos, que consumiram perto de 50 mil hectares em conjunto, mobilizaram mais de mil operacionais no combate às chamas.

O incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande, tendo alastrado a vários municípios vizinhos, causou 64 mortos e cerca de 200 feridos.

NS // ZO

Lusa/fim

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