Juiz diz que telefonema de Presidente com Lula da Silva ocorreu depois de suspensão das gravações

| Mundo
Porto Canal com Lusa

São Paulo, Brasil, 17 mar (Lusa) - O juiz Sérgio Moro, que lidera as investigações de corrupção na Petrobras, reconheceu hoje que a intercetação de um telefonema da Presidente brasileira, Dilma Rousseff, para o ex-Presidente Lula da Silva ocorreu depois de ter ordenado a suspensão das gravações.

Num despacho, o juiz explicou que "não havia reparado antes no ponto [horário]", mas considerou que não via "maior relevância".

Segundo os autos do processo em que o juiz autoriza a divulgação pública dos telefonemas, a conversa entre a atual Presidente e o ex-chefe de Estado foi realizada duas horas depois de o próprio juiz ter pedido a interrupção imediata das escutas telefónicas.

Mesmo que os áudios tenham sido obtidos depois de ter sido suspensa a autorização judicial, Moro afirmou que não acredita na necessidade de exclusão do diálogo do processo "considerando o seu conteúdo relevante no contexto das investigações".

Sobre a gravação do telefonema feito pela Presidente da República, que têm foro privilegiado e não pode ser investigada por Moro, mas apenas pelos membros do Supremo Tribunal Federal do Brasil, o juiz disse que a circunstância do interlocutor [Dilma Rousseff] não altera o quadro, pois o intercetado era o investigado [Lula da Silva] e não a autoridade.

"Ademais, nem mesmo o supremo mandatário da República tem um privilégio absoluto no resguardo das suas comunicações, aqui colhidas apenas fortuitamente, podendo ser citado o conhecido precedente da Suprema Corte norte -americana em US v. Nixon, 1974, ainda um exemplo a ser seguido", conclui no despacho.

O juiz referia-se à renúncia do Presidente norte-americano Richard Nixon, em 1974, depois de se ter comprovado que este tinha conhecimento das escutas telefónicas e da espionagem pela presidência ao Partido Democrata dois anos antes, escândalo que ficou conhecido como Watergate.

CYR // VM

Lusa/Fim

+ notícias: Mundo

Ex-membro da máfia de Nova Iorque escreve livro dirigido a empresários

Lisboa, 06 mai (Lusa) -- Louis Ferrante, ex-membro do clã Gambino de Nova Iorque, disse à Lusa que o sistema bancário é violento e que escreveu um livro para "aconselhar" os empresários a "aprenderem com a máfia" a fazerem negócios mais eficazes.

Secretário-geral das Nações Unidas visita Moçambique de 20 a 22 de maio

Maputo, 06 mai (Lusa) - O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, vai visitar Moçambique de 20 a 22 de maio, a primeira ao país desde que assumiu o cargo, em 2007, anunciou o representante do PNUD em Moçambique, Matthias Naab.

Síria: Irão desmente presença de armas iranianas em locais visados por Israel

Teerão, 06 mai (Lusa) - Um general iraniano desmentiu hoje a presença de armas iranianas nos locais visados por Israel na Síria, e o ministro da Defesa ameaçou Israel com "acontecimentos graves", sem precisar quais, noticiou o "site" dos Guardas da Revolução.