Jornalista marroquino acusado de "ajudar deliberadamente" terroristas

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Porto Canal / Agências

Rabat, 25 set (Lusa) -- O jornalista marroquino Ali Anouzla, responsável pelo portal lakome.com, foi acusado formalmente de "ajudar deliberadamente" terroristas por ter publicado na página na Internet um vídeo da Al-Qaida no Magrebe Islâmico (Aqmi).

De acordo com um comunicado divulgado através da agência oficial marroquina MAP, na noite de terça-feira, a procuradoria apresentou formalmente as acusações contra Anouzla, suspeito de ter proporcionado "ajuda direta" e "meios de execução" a quem quer cometer atentados e acusado pela "apologia dos atos que constituem um atentado terrorista".

O portal lakome.com, um dos mais críticos em relação às instituições em Marrocos, publicou, no dia 13, um vídeo realizado pela produtora da Aqmi intitulado "Marrocos: reino da corrupção e do despotismo", considerado o primeiro que esta organização dedica especificamente a Marrocos e no qual é feito um apelo para a instauração da 'sharia' (lei islâmica) no país.

Anouzla encontra-se detido há mais de sete dias e sem comunicar com a família devido à Lei Antiterrorista, cabendo agora ao juiz de instrução de Rabat anunciar se aceita as acusações, apesar de o comunicado referido dar a entender que assim será, na medida em que é assegurado que se "zelará para que [Anouzla] tenha todos os direitos e garantias de um processo justo".

Desde a sua detenção, no dia 17, e da posterior confiscação pelas autoridades dos computadores da redação do lakome.com, o jornalista esteve em contacto com os seus advogados apenas uma vez e três dias depois.

Organizações de defesa dos direitos humanos, como a Amnistia Internacional, Human Rights Watch ou Repórteres Sem Fronteiras, condenaram a detenção de Ali Anouzla, ao considerarem-na um atentado contra a liberdade de expressão, um direito que, como replicou o governo marroquino, não consagra a difusão de vídeos que incitem ao terrorismo.

A lei antiterrorista de Marrocos foi adotada, em 2003, na sequência de uma onda de atentados em Casablanca.

DM // DM.

Lusa/fim

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